domingo, 15 de agosto de 2010

Grandezas Elétricas - Principais

Nós que trabalhamos com de energia, estamos, invariavelmente, às voltas com termos e siglas do setor elétrico, a exemplo de Volts, Watts, LT de 138 kV. Para quem não conhece ainda, conhece pouco ou quer apenas relembrar, falaremos sobre duas das grandezas elétricas, importante para compreendermos o funcionamento do sistema elétrico, e que muitas vezes são até confundidas: corrente e tensão elétrica.

CORRENTE ELÉTRICA (A)
Corrente é o fluxo de cargas elétricas. A corrente elétrica acontece quando os elétrons livres se movem num fio de cobre e formam uma corrente. A medida da quantidade da corrente é feita em função da quantidade de elétrons ou de cargas que passam por um ponto desse fio em cada instante. Quanto mais cargas passarem por um determinado ponto, maior será a intensidade da corrente. Para medir a intensidade da corrente elétrica é utilizada a unidade Ampère, cujo símbolo é A, em maiúscula. O aparelho que mede a corrente elétrica é o Amperímetro.

TENSÃO ELÉTRICA (V)
A tensão elétrica é que faz com que a corrente circule através de um circuito elétrico. A tensão é o motivo do movimento das cargas, a corrente é o efeito causado pelo movimento dessas cargas. A unidade utilizada é o Volts (V) e o aparelho que mede a tensão é o Voltímetro.

POTÊNCIA ELÉTRICA ( W ):
A Potência Elétrica depende da força que impulsiona os elétrons ( = Tensão) , através de circuito e da quantidade de elétrons por segundo, que passam pelos condutores (= Corrente Elétrica).
A unidade de tensão é o Watt (W) e o aparelho que mede a potência é o Watímetro.
Na prática, costumamos usar normalmente múltiplo desta unidade de potência que é o
Kilowatt (kW) = 1.000 watt (esta unidade é a mais usada)

ENERGIA ELÉTRICA ( kWh ):
É a "força" necessária para alimentar as cargas. O consumo dessa "força" eqüivale a quantidade de potência (Watts) em um determinado período de tempo (horas).
A unidade de medidas é Watt-horas, ou seja, é o produto da potência em Watts com o tempo (horas) gasto no consumo.
A unidade prática é o kilowatthora (kwh); ou seja, é o consumo de 1000 watts em 1 hora e o aparelho que mede a energia elétrica é o Medidor de Energia Elétrica

Curiosidade
Podemos entender melhor a relação entre tensão e corrente se fizermos um comparativo com a pressão que podemos ter num encanamento de água, que faz ela circular nos canos e brotar nas torneiras e chuveiros. A eletricidade precisa ser "empurrada" por uma força externa e quem "empurra" a eletricidade é justamente a tensão.

Smart Grid: a rede elétrica inteligente


O que é Smart Grid ?
Podemos dizer que a definição do Smart Grid está em uma palavra: inteligência. Isso quer dizer que as novas redes serão automatizadas e terão medidores inteligentes possibilitando a medição de consumo de energia em tempo real, ou seja, a sua casa vai conversar com a empresa distribuidora de energia e, em um futuro próximo, até fornecer eletricidade para ela. A inteligência também, será aplicada no combate à ineficiência energética, isto é, a perda de energia ao longo da distribuição. Além disso, o furto de energia (conhecidos como “gato”, “macaco”) deve ser eliminados.

O que muda?
Como você sabe, se a energia elétrica faltar na sua casa é preciso ligar para a empresa distribuidora e pedir que eles venham até você para reparar a falha. Como o Smart Grid é uma rede inteligente, assim que a pane ocorrer, a concessionária saberá onde aconteceu a falta de energia e em poucos minutos mobilizará equipes de manutenção para realizarem o conserto. A comunicação será de mão dupla entre sua casa e a concessionária, sensores ao longo de toda a rede, controle e automatização do consumo residencial serão algumas das mudanças que ocorrerão.
O primeiro passo para que isso ocorra será a substituição do medidor de energia por medidores que terão chips e se conectarão a internet para transmitir dados, conjuntamente com a automação das redes de distribuição de energia elétrica.

Curiosidades
Com a implementação do Smart Grid, será possível programar a máquina de lavar roupas para funcionar somente nos horários em que a energia for mais barata. Além disso, com a medição inteligente será possível saber quanto cada aparelho consome mensalmente e ainda poderá acompanhar diariamente o consumo de energia do seu vídeo game ou da geladeira nova e saber com precisão, quanto vai custar a fatura de energia no fim do mês.

Por que no transformador distribuição é utilizada o kVA?

Os transformadores de distribuição utilizados nas concessionárias de distribuição de energia elétrica possuem sua capacidade de potencia apresentada em kVA (kiloVolt-Ampere). Isto se deve as cargas indutivas formadas pelas bobinas de fio de cobre “enroladas” no seu núcleo. A principal característica das cargas indutivas (bobinas) é que elas necessitam de um campo eletromagnético para funcionar. Por este motivo, elas consomem dois tipos de potência elétrica: Potência ativa (kW = kiloWatt) para realizar o trabalho de gerar calor, luz, movimento, etc e a Potência reativa (kVAr = kiloVolt-Ampere-reativo) serve manter o campo eletromagnético na bobina, sendo que esta não produz trabalho útil, mas circula entre a rede elétrica e a bobina, exigindo do sistema de distribuição de energia elétrica uma corrente adicional.
A potência ativa (kW) e a potência reativa (kVAr), juntas, formam a potência aparente (kVA). Quando a potência aparente é maior que a potência ativa, o sistema elétrico precisa fornecer, além da corrente útil (ativa), uma corrente reativa que não realiza trabalho, mais essencial para os funcionamentos das bobinas. É bom ressaltar, que existe tecnologia que diminui significativamente a circulação da corrente reativa, mais não a elimina.



Curiosidades:

Na constituição física do transformador utilizam-se várias bobinas e algumas dessas são conhecidas como “panquecas”;
As correntes reativas são as responsáveis pelos “arcos elétricos” nas manobras dos equipamentos do sistema elétricos;

Dispositivos DR – Diferencial Residual

O dispositivo DR é um interruptor automático que desliga correntes elétricas de pequena intensidade (da ordem de centésimos de ampère), que um disjuntor comum não consegue detectar, mas que podem ser fatais se percorrerem o corpo humano.

Quando uma criança insere determinado material metálico na tomada, como uma agulha de crochê, por exemplo, entrando em contato com a parte viva (energizada) da instalação, configura-se o contato direto, necessitando da proteção básica do disjuntor. Quando o choque elétrico ocorre na superfície de um eletrodoméstico uma máquina de lavar ou geladeira, por exemplo, - configura-se o contato indireto e, nessa situação, necessita-se da proteção suplementar do dispositivo DR- Diferencial Residual. Ressaltamos que a maior parte dos choques ocorre neste segundo tipo de situação e a utilização do DR é imprescindível para evitar esses acidentes.


Lembramos que desde dezembro de 1997 é obrigatório no Brasil o uso do dispositivo DR (diferencial residual) nos circuitos elétricos que atendem aos seguintes locais: banheiros, cozinhas, copas-cozinhas, lavanderias, áreas de serviço e áreas externas.

Curiosidades
O DR é projetado para desarmar, diante de anomalias do sistema. No entanto, muitas vezes, essa falha é provocada por instalações em mau estado ou mal feitas, o que leva alguns usuários a remover o dispositivo, ao invés de procurar onde está o verdadeiro problema.

Disjuntor Termomagnético


O disjuntor termomagnético é um daqueles dispositivos que todos temos no quadro elétrico situado à entrada de energia elétrica de nossas casas. A sua função é proteger os circuitos no interior destas. Cada um dos disjuntores é responsável por proteger uma parte da nossa instalação elétrica (iluminação, tomadas, máquina de lavar roupa, etc.).

Os disjuntores protegem os circuitos contra curto-circuito e sobrecarga, disparando quando se verifica uma destas situações e prevenindo assim danos na instalação que podem levar até ao incêndio.
Este tipo disjuntor possui três funções:
1. Manobra (abertura ou fecho voluntário do circuito);
2. Proteção contra curto-circuito que efetua a abertura do disjuntor com o aumento instantâneo da corrente elétrica no circuito protegido;
3. Proteção contra sobrecarga que provoca a abertura quando a corrente elétrica permanece, por um determinado período, acima da corrente nominal do disjuntor.

Curiosidade

Antigamente os circuitos eram protegidos por fusíveis, que foram substituídos pelos disjuntores, pois estes são mais seguros. Os fios que constituíam os fusíveis eram muitas vezes substituídos por fios de maior secção, “conhecidos como gambiarras”, para, assim, não dispararem, o que constitui uma situação de perigo para as instalações elétricas.

domingo, 13 de junho de 2010

O Medidor de Energia Elétrica

Medidor de energia elétrica, também conhecido como “contador”, “relógio” e “medidor” é um equipamento eletromecânico e/ou eletrônico capaz de medir o consumo da energia elétrica. A unidade medida mais usada é kWh.
As principais partes do medidor são: Base, Bloco de Terminais, Tampa, Elemento sensor de corrente, Elemento sensor de tensão, Registrador, Mostrador e Disco (para medidores eletromecanicos).

O medidor só funciona quando a corrente circula, ou seja, quando algum aparelho é ligado na instalação consumidora, e com isso, exige uma circulação de corrente elétrica. Neste exato momento, acontecerá uma interação entre o elemento sensor de corrente e o elemento sensor de tensão, fazendo o mostrador movimentar-se, registrando o consumo da eletricidade.
No futuro próximo, a medição da energia elétrica consistirá na implantação de medidores inteligentes que evitarão fraudes e permitirão que as concessionárias e consumidores tenham mais autonomia para administrar sua oferta/consumo e informações em tempo real. Além disso, a medidores inteligentes promoverá o uso racional da energia elétrica, trazendo economia para os consumidores.
Vale salientar, que o medidor de energia elétrica é um instrumento de medição integrador, isto é, só conseguimos saber o valor consumo da energia atual se possuírmos o valor de consumo de energia anterior. Por isso, é muito importante o controle e a confiabilidade dos dados armazenados nos computadores das distribuidoras de energia elétrica.

Conheça o Condutor Elétrico instalado na sua residência

O condutor elétrico todo corpo que permite movimentação de cargas elétricas no seu interior. São utilizados nas instalações elétricas e podem ser fios ou cabos de cobre ou alumínio capazes de transportar energia elétrica em circuitos com tensões elétricas de até 1000 V.
Os principais componentes de um fio ou cabo de potência em baixa tensão são o condutor, a isolação e a cobertura, conforme indicado na figura.

Para todos fios e cabos elétricos existem uma capacidade de condução de corrente elétrica pré-estabelecida. Sempre que ligarmos numa tomada algum equipamento elétrico, devemos ter o cuidado de verificar qual é a corrente elétrica demandada por este equipamento. Isto é, para não provocar um aumento de temperatura que “derreta” a isolação, colocando a sua instalação elétrica em perigo.
A situação descrita acima, acontece principalmente quando substituímos os chuveiros elétricos ou a sua resistência elétrica por outra que aquece mais. Geralmente, o novo chuveiro ou a resistência necessitam de um condutor com maior capacidade de corrente, para não destruir a isolação

Iluminação por LED

Como funciona o LED?
O LED é um componente eletrônico semicondutor (junção P-N) que quando energizado emite luz visível, ou seja, um diodo emissor de luz (L.E.D = Light emitter diode), que tem a propriedade de transformar energia elétrica em luz.
A luz monocromática do LED é produzida pelas interações energéticas do elétron, e esse processo é chamado eletroluminescência. Tal transformação é diferente da encontrada nas lâmpadas convencionais que utilizam filamentos metálicos, radiação ultravioleta e descarga de gases, dentre outras.
O LED é um componente do tipo bipolar, ou seja, tem um terminal chamado anodo e outro, chamado catodo. Dependendo de como for polarizado, permite ou não a passagem de corrente elétrica e, conseqüentemente, a geração ou não de luz.
O componente mais importante de um LED é o chip semicondutor responsável pela geração de luz. Devido à ausência da radiação infravermelha faz com que o feixe luminoso seja frio.
Benefícios no uso dos LEDs

•Custos de manutenção reduzidos: Em função de sua longa vida útil, a manutenção é bem menor, representando menores custos.
•Eficiência: Apresentam maior eficiência que as Lâmpadas incandescentes e halógenas e, hoje, muito próximo da eficiência das fluorescentes.
•Baixa voltagem de operação: Não representa perigo para o instalador.
•Resistência a impactos e vibrações: Utiliza tecnologia de estado sólido, portanto, sem filamentos, vidros, etc., aumentando a sua robustez.
•Ecologicamente correto: Não utiliza mercúrio ou qualquer outro elemento que cause dano à natureza.

domingo, 7 de fevereiro de 2010

Energia Solar a Energia do Futuro

Estou disponibilizando uma simulação do futuro da energia solar que encontrei "surfando" na Internet. Esse tipo de tecnologia quando totalmente conhecida e economicamente viável, será a "redenção" desse planeta em matéria de energia limpa e renovável.

A Evolução da Educação ou “Educassão"

Caros amigos,

Recebi esse texto escrito pela Professora Antonia Franco, muito interessante e atual, por isso transcrevo para o meu blog.

"A Evolução da Educação"

"Antigamente se ensinava e cobrava tabuada, caligrafia, redação, datilografia....
Havia aulas de Educação Física, Moral e Cívica, Práticas Agrícolas, Práticas Industriais e cantava-se o Hino Nacional, hasteando a Bandeira Nacional antes de iniciar as aulas...

Leiam relato de uma Professora de Matemática:

Semana passada comprei um produto que custou R$15,80. Dei à balconista R$ 20,00 e peguei na minha bolsa 80 centavos, para evitar receber ainda mais moedas. A balconista pegou o dinheiro e ficou olhando para a máquina registradora, aparentemente sem saber o que fazer.
Tentei explicar que ela tinha que me dar 5,00 reais de troco, mas ela não se convenceu e chamou o gerente para ajudá-la. Ficou com lágrimas nos olhos enquanto o gerente tentava explicar e ela aparentemente continuava sem entender. Por que estou contando isso?

Porque me dei conta da evolução do ensino de matemática desde 1950, que foi assim:

1. Ensino de matemática em 1950:
Um lenhador vende um carro de lenha por R$ 100,00. O custo de produção é igual a 4/5 do preço de venda. Qual é o lucro?

2. Ensino de matemática em 1970:
Um lenhador vende um carro de lenha por R$ 100,00. O custo de produção é igual a 4/5 do preço de venda ou R$80,00. Qual é o lucro?

3. Ensino de matemática em 1980:
Um lenhador vende um carro de lenha por R$ 100,00. O custo de produção é R$80,00. Qual é o lucro?

4. Ensino de matemática em 1990:
Um lenhador vende um carro de lenha por R$ 100,00. O custo de produção é R$80,00. Escolha a resposta certa, que indica o lucro:
( )R$ 20,00 ( )R$40,00 ( )R$60,00 ( )R$80,00 ( )R$100,00

5. Ensino de matemática em 2000:
Um lenhador vende um carro de lenha por R$ 100,00. O custo de produção é R$80,00. O lucro é de R$ 20,00.

Está certo?
( )SIM ( ) NÃO

6. Ensino de matemática em 2009:
Um lenhador vende um carro de lenha por R$100,00. O custo de produção é R$ 80,00.Se você souber ler coloque um X no R$ 20,00.
( )R$ 20,00 ( )R$40,00 ( )R$60,00 ( )R$80,00 ( )R$100,00

7. Em 2010 vai ser assim:
Um lenhador vende um carro de lenha por R$100,00. O custo de produção é R$ 80,00. Se você souber ler coloque um X no R$ 20,00. (Se você é afro descendente, especial, indígena ou de qualquer outra minoria social não precisa responder)
( )R$ 20,00 ( )R$40,00 ( )R$60,00 ( )R$80,00 ( )R$100,00

E se um moleque resolve pinchar a sala de aula e a professora faz com que ele pinte a sala novamente, os pais ficam enfurecidos pois a professora provocou traumas na criança.

Em 1969 os Pais do aluno perguntavam ao "aluno": "Que notas são estas...???"

Em 2009 os Pais do aluno perguntam ao "professor": "Que notas são
estas...???"

Essa pergunta foi vencedora em um congresso sobre vida sustentável.

"Todo mundo 'pensando' em deixar um planeta melhor para nossos filhos...
Quando é que 'pensarão' em deixar filhos melhores para o nosso planeta?"
Passe adiante!

Precisamos começar JÁ!

Uma criança que aprende o respeito e a honra dentro de casa e recebe o exemplo vindo de seus pais, torna-se um adulto comprometido em todos os aspectos, inclusive em respeitar o planeta onde vive... "

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

Fonteiras de Conhecimento

Com as mudanças introduzidas devidos aos avanços da tecnologia da informação combinada com o acesso, com custo reduzido, das comunicações estamos desconstruíndo um mundo de fronteiras físicas e transformando para "Fronteiras de Conhecimento".
A "Fronteira de Conhecimento", já em fase de estruturação, me leva para alguns questionamentos:
1- A onde chegaremos ?
2- Vamos todos para esse novo mundo ou alguns ficarão para trás?
3- Vamos ter regiões ricas e fechadas e outras regiões pobres, com excesso de mão de obra semi-qualificadas, para serem escravizadas pelos grandes aglomerados que controlarão o conhecimento global, as pesquisas e desenvolvimento (P&D)?
4-O Brasil será uma grande fábrica ou um grande celeiro dependente do conhecimento externo?
5-Iremos ter uma grande quantidade de pessoas sem perspectiva de uma vida digna(educação + saúde publica adequada), dependendo exclusivamente do "sopão" = bolsa família e do conhecimento externo?
Finalmente chegamos a uma verdadeira encruzilhada, pois futuro do Brasil depende do caminho que iremos seguir, neste momento atual. Também acho, que estamos tentando adiar a todo custo a decisão de qual caminho a seguir, por nossa falta de capacidade de decidir como nação ou estamos contando com a ajuda da famosa "Lei de Gerson".

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

Visita a cidade de Embu - SP

Próximo a cidade de São Paulo existe uma cidadezinha conhecida como "Embu das Artes".
Recomendo ir visitá-la na sua próxima viagem a SP.
Painel feito com fotos dos quadros exibidos nas ruas por seus artistas.



Recomendo o passeio, para quem gosta de artes e artezanatos.

domingo, 20 de setembro de 2009

XIII Meia Maratona Internacional do RJ

“Considerado o trajeto mais lindo do mundo”. Devo dizer que não é exagero, não. Tenho certeza que essa foi à corrida com o percurso mais bonito e agradável de todas as corridas que ainda vou participar. Correr ao lado do mar por quase todo o percurso e estar cercado de toda beleza natural da Cidade Maravilhosa foi uma experiência extraordinária. Estou muito feliz de ter concluído a minha primeira Meia Maratona tendo o privilégio de iniciar neste tipo de corrida (21 K) no Rio de Janeiro. Vou voltar nos próximos anos. Com certeza!
A minha participação na meia do Rio, começou com a saída de Salvador no sábado (05/09/2009). Fomos de avião e a minha esposa foi junto para ser a “torcida organizada”, o que foi legal, pois tive o seu apoio antes e depois da prova. Ficamos hospedados num hotel próximo a largada da Meia. Por sinal, sugiro aos corredores. A diária é razoável nessa época do ano e no dia da corrida é só caminhar duas quadras e você tá na boca da chegada. Trata-se Scorial Hotel, ali próximo ao Largo do Machado.
Dia da Prova
A largada ocorreu as 8h50, conforme programado. O clima estava ótimo para correr. Amanheceu sem chuva com céu nublado. Meu maior receio era que saísse um sol forte. Mas até nisso o “Senhor do Bomfim” nos ajudou. O dia da corrida estava ótimo, principalmente para um iniciante. A temperatura na largada era por volta dos 29ºC. Não tive informação sobre a umidade, mas obviamente era bem alta devido à proximidade ao mar.
Gostaria de destacar a organização da corrida. Tudo funcionou muito bem. Considerando a proporção desse evento, com mais de 17.000 inscritos, a chance de dar algo errado é muito grande.

Minhas metas para a Meia Maratona do Rio eram:
1- Completar a corrida e manter um rítimo médio inferior a 7 minutos/km. Temia estar cansado, ou ser pego pelo sol forte e calor típico do Rio de Janeiro. Completar a corrida sem lesões ou esforços exagerados já seria uma vitória;
2-Manter os batimentos cardíacos abaixo dos 170 bpm;
3- Beber um gel nutricional a cada 5 km.

Meia Maratona do Rio - Ritmo
Seguir a risca o que foi planejado e a largada foi tranquila e no Km 1 já estávamos numa pequena subida do viaduto, ao passar pela via elevada a gente sentia que estava praticamente no mar. As ondas fortes batendo nas pedras e aquele marzão faziam você esquecer que estava fazendo um esforço físico. Aos 4.8 km comecei a sentir um pequeno incomodo pelo corpo, aproveitei o sinal e bebi o primeiro GUT, dez minutos depois me senti bem melhor.
No km 09, senti um pouco de cansaço, repeti a dose. Isto é tomei outro GUT, novamente dez minutos depois o cansaço tinha melhorado. Aos 14 km, tomei o ultimo GUT e logo após encontrei com a tenda da nossa equipe e ganhei um Gatorrade “geladinho”.
Meus amigos, foi nesse momento que cometi um erro, achei que a prova estava no “papo” e perdi a concentração nos últimos 6 km. Foi a parte mais dura da corrida pois o retorno no aterro do flamengo Km 18 nunca chegava. Quando avistei a placa do Km 18, fiz o retorno e percebi que teria energia suficiente para acabar sem nenhum problema e fiz os últimos 3 Km na maior concentração.
Cruzei a chegada com 2h29m44s. Fiquei muito satisfeito com o tempo e com a certeza que poderia até ter feito um tempo melhor se tivesse forçado mais.
Minha classificação ficou assim:



Tempo Líquido: 02:29:44
Classificação Geral: 8117°
Classificação Faixa: 1156º
Ritmo Médio: 6,56min/km
Velocidade Média:8,6 km/h

domingo, 24 de maio de 2009

A Crise segundo Albert Einstein

“Não podemos querer que as coisas mudem, se sempre fazemos o mesmo. A crise é a maior benção que pode acontecer às pessoas e aos países, porque a crise traz progressos. A criatividade nasce da angústia assim como o dia nasce da noite escura. É na crise que nascem os inventos, os descobrimentos e as grandes estratégias. Quem supera a crise supera a si mesmo sem ter sido superado.
Quem atribui à crise seus fracassos e penúrias, violenta seu próprio talento e respeita mais aos problemas do que às soluções.
A verdadeira crise, é a crise da incompetência. O inconveniente das pessoas e dos países é a dificuldade para encontrar as saídas e as soluções. Sem crises não há desafios, sem desafios a vida é uma rotina, uma lenta agonia. Sem crises não há méritos. É na crise que aflora o melhor de cada um, porque sem crise todo vento é uma carícia. Falar da crise é promovê-la e calar-se na crise é exaltar o conformismo. Em vez disto, trabalhemos duro. Acabemos de uma vez com a única crise ameaçadora,” que é a tragédia de não querer lutar para superá-la."

sábado, 4 de abril de 2009

Partcipação no Comitê Técnico Setorial Nacional em Goiânia - GO

No período de 01 a 03 de abril, participei do Comitê Técnico Setorial Nacional promovido pelo SENAI, para desenvolvimento do perfil profissional de qualificação do Eletricista de Redes de Distribuição Aéreas de Energia Elétrica.
A metodologia de constituição dos comitês é muito interessante, pois tem como perspectiva de integrar o mundo do trabalho com o acadêmico. Seu objetivo é subsidiar o SENAI para preparar mão de obra qualificadas com as caraterísticas demandadas pelo mercado de trabalho.
Os comitês são compostos de especialistas das áreas de tecnologias, educação profissional, representantes dos sindicatos de empregados e patronais, órgãos públicos e associações.
Neste 03 dias de discussões "calorosas" sobre como é, e será a profissão do Eletriscita de RD, conseguimos propor um perfil onde, no meu entender, o maior ganho foi o reconhecimento e a valoração desse profissional.
Acreditamos que a disponibilização desse tipo de qualificação para sociedade, por uma instituição de ensino do porte do SENAI, será o começo do fim das "brasílias amarelas com escadas em cima", que atuam nas redes de energia, TV a cabo, telefônicas, iluminação pública e etc.
Proponho a disseminação e implementação dessa metodologia para toda a educação (básica, média, profissional e universitária) pública ou privada, visando enfrentar os novos desafios decorrentes das transformações tecnológicas e sociológicas apresendada neste início dessa nova sociedade do conhecimento. Os resultados a serem alcançados proporcionarão uma profunda reforma na educação que estamos oferecendo aos jovens do futuro e uma redução significante as interferências "nefastas" das politicagens partidárias na construção do conhecimento desse país.

domingo, 22 de março de 2009

Regulamentação das Profissões Operacionais

Um ensinamento, que tento aplicar constantemente na minha vida: " Ensine a pescar, em vez de dá o peixe". Portanto, vocês já tem a minha opinião sobre o programa do bolsa família. Temos vários profissionais tais como: Eletricistas de Redes Distribuição, Vaqueiros, Pilotos agrícolas, Operadores de máquinas agricolas, Instaladores de cabeamento estruturado, Operadores de guindautos, Pedreiros, Encanadores entre outras, que aprenderam essas profissões ao acaso ou por tentativa e erros. Consequentemente, muitos acabam se acidentando e as despesas do tratamento sempre paga por nós, contribuintes.
O Brasil está cheio de jovens pobres de 18 a 24 anos sem nenhuma profissão. Então proponho, urgentemente, uma reforma no ensino público onde se regulamente estas profissões operacionais e ofereça a esses jovens uma oportunidade de aprender corretamente as atividades dentro das normas de segurança, visando a redução de acidentes no trabalho.
Nosso bolso agradece !!!!!!

domingo, 8 de março de 2009

Shagri-lá Soterapolitano !!!

Passeando pela orla da Pituba até Porto da Barra de bike, fiquei observando o comportamento do "baiano legítimo", aquele que vive no Nordeste de Amaralina, nos guetos do Vale das Pedrinhas e Alto das Pombas e pensei, será que esse pessoal já tinha encontrado o seu "shagri-lá baiano"? Um lugar paradisíaco situado próximo as belas praias da Pituba, Rio Vermelho e Ondina com vistas maravilhosas e onde o tempo parece deter-se em ambiente de felicidade e saúde, com a convivência harmoniosa entre pessoas dos mais diversos guetos.
Por outros lado, esse encontro dominical nas areias quentes dessas praias banhadas por águas abençoadas por Yemanjá pode ser a promessa de uma sociedade nova e possível, no qual alguns escolhem passear e "deleitar" o domingo, em vez de ficar no seu lar um lugar assustador e opressivo, do qual todos resolvem fugir.
Esse pensamento me incomodou, pois se for verdade, não teremos esses guetos brigando por melhoria, reformas ou mesmo transformando seu lares ambiente dignos, justos e com infraestrutura pública ( saúde, educação e segurança).
Na minha concepção só existe mudança em uma sociedade, quando essa mesma sociedade está incomodada com a maneira que se vive. Agora imagine se todo fim de semana você pode ir para seu "shangri-lá", será que teremos a mesma disposição para brigar por mudanças???

O que é a Supercondutividade?

Foi descoberta em 1911 pelo físico holandês Kamerlingh Onnes, onde se verificou que algumas substâncias, a temperatura muito baixas (próxima de zero absoluto = -273,15 °C), apresentam resistência elétrica praticamente nula. Esse fenômeno recebeu o nome de supercondutividade e, quando o material se encontra nesse estado, ele é denominado supercondutor.
Imagine que, se uma corrente elétrica for estabelecida em uma espira feita de material supercondutor, está corrente permanecerá indefinidamente, mesmo que a fonte de tensão que a estabeleceu seja retirada do circuito.
Os materiais supercondutores poderão desempenhar, no futuro, um papel importantíssimo na transmissão de energia elétrica. É um fato conhecido que, na distribuição da eletricidade há uma perda considerável pelo efeito Joule (aquecimento) em virtude das resistências dos condutores.
Considerando a possibilidade de se construir condutores com esses materiais supercondutores, teríamos toda energia gerada na usina elétrica totalmente utilizada pelos consumidores. Entretanto, na atualidade, é praticamente impossível construir as redes de distribuição - RD e as linhas de transmissão – LT, pois seriam necessários manterem os cabos a uma temperatura próxima de zero absoluta, o que é tecnicamente impossível.
Quando o desenvolvimento tecnológico encontrar uma solução para este problema, a energia que é atualmente dissipada nos cabos transmissores poderá ser totalmente aproveitada e devido a isto, teremos uma economia igual à construção de várias usinas geradoras de energia elétrica. O meio ambiente agradece!!!

A “Terra”, um grande Ímã.

A Terra se comporta como um ímã, estabelecendo que o pólo norte magnético situa-se próximo ao pólo sul geográfico e o pólo sul magnético próximo ao seu pólo norte geográfico. Lembramos que o eixo geomagnético, que liga os pólos norte e sul magnético, não coincide com eixo geográfico da terra. Isto é, forma um ângulo de aproximadamente 13 º e, assim o pólo sul magnético está situado a cerca de 1300 km do pólo norte geográfico, em um ponto ao norte da baía de Hudson, no Canadá.
Durante muito tempo, os cientistas acreditaram que o magnetismo terrestre estava relacionando com os minérios derretidos existentes dentro do núcleo da Terra. Estes seriam os responsáveis pela existência do campo magnético. Estes estudos ainda não foram totalmente comprovados.
Até este momento, ainda não existe uma explicação completa e detalhada da origem do campo magnético terrestre. A teoria mais aceita é a de que este campo seja criado por enormes corrente elétricas, circulando na parte líquida (magma) no interior da Terra, que é altamente condutora.
O que há de mais interessante sobre o campo magnético do nosso planeta são as várias inversões de polaridade que já houve. Observações geológicas permitiram concluir que o sentido da polaridade terrestre foi invertido cerca de 170 vezes nos últimos 17 milhões de anos, ou seja, os pólos sul e norte magnéticos trocam de posição, em média, a cada 100.000 anos! Então vamos esperar .......

domingo, 1 de março de 2009

Novo Padrão de Tomadas e Plugues, até 2010 !!!

Com aprovação da norma NBR 14136:2002, ficou estabelecido a padronização dos plugues em dois modelos: pino redondo com dois terminais e pino redondo com três terminais, sendo um terminal terra. O encaixe do plugue terá o formato hexagonal e as tomadas, nas quais o encaixe será feito, terão um baixo relevo de oito a 12 milímetros de profundidade. Este formato cria uma espécie de "buraco" onde o plugue ficará fixado, evitando folgas e riscos de acidentes.
O antigo pino "chato" deixa de existir com o novo padrão, permanecendo apenas os terminais redondo. Também será proibida a fabricação dos "benjamins" (chamados de "T"), que evitará o excesso de carga concentrada em um único ponto da instalação, exigindo assim um maior planejamento nas instalações.
A tomada - padrão brasileiro- teve que se adequar aos novos plugues, isto evitará o aquecimento do condutor e conseqüentemente, o desperdício da energia elétrica . Outra exigência do novo padrão é a presença do terceiro pino (condutor terra), para adaptá-lo ao sistema de aterramento das instalações elétrica (exigência NBR 5410).
A padronização prevê dois tipos de tomadas: de 10A e de 20A, que se diferem em relação ao orifício para encaixe dos plugues. Dessa forma, a tomada de 10A não aceita plugues de 20A. Já a tomada de 20A aceita a inserção de ambos.
Lembramos também, que somente instalar a tomada com terceiro pino não protege contra descargas se o aterramento (fio terra) não estiver instalado. Então, além de instalar as novas tomadas, devem adequar as instalações prediais.
A data limite para comercialização desses equipamentos é 01 de janeiro de 2010, até lá ....