domingo, 27 de fevereiro de 2011

Sem energia, não há carnaval !!!

Nesta época de carnaval, todos nós gostamos de um bom som. Mas tudo isso precisa de eletricidade para funcionar. E na maioria das vezes, acredita-se que basta conectar os aparelhos na primeira tomada de parede que se encontrar. Completo engano: quase sempre as instalações elétricas que vão atender os equipamentos de sonorização não são adequadas ou não recebem os cuidados devidos.

Assim, o assunto Eletricidade é dos mais importantes da festa. Mas também é dos mais ignorados pelos “promoters” e operadores de som. Talvez pela simplicidade aparente - muita gente acha que é só ligar tudo na primeira tomada que aparecer na frente.

Mas ficam dois alertas. O primeiro é o seguinte: para dimensionar um sistema de energia adequado, é necessário pessoal qualificado.

O segundo é quanto ao perigo. NÃO MEXA COM ELETRICIDADE se você não tem formação específica para isso. Existe risco de MORTE. Aquelas caveiras pintadas na frente de quadros de energia não estão lá à toa!

Para tanto, vamos dar como exemplo o sistema de sonorização de um pequeno camarote de carnaval. Esse sistema tem no mínimo, os seguintes equipamentos:

Mesa de Som – consumo máximo de 335 Watts

4 amplificadores – consumo máximo de 1.800 Watts cada

1 Equalizador – consumo máximo de 30 Watts

1 Compressor – consumo máximo de 25 Watts

4 microfones sem fio – consumo máximo de 12 Watts cada

Temos então:

Mesa de som = 335W

Periféricos / microfones sem fio = 103W

Amplificadores = (1800 x 4) = 7.200 Watts.

Total: 7.638 Watts (arredondando, 8 kW)

Note que há sempre necessidade de pessoal qualificado para dimensionar a quantidade de eletricidade necessária para sua festa. Caso de dúvida recomenda contatar com a distribuidora de energia elétrica da sua cidade, para ajudá-lo no dimensionamento correto das instalações elétricas necessárias para sua festa de carnaval, para que está não se transforme em um verdadeiro MICO !!!!!.

sábado, 19 de fevereiro de 2011

Na área elétrica, existe uma famosa “Lei de Ohm”, o que isto realmente significa?

Em 1827 um professor alemão de nome Georg Ohm demonstrou que a corrente elétrica em um fio aumenta na mesma proporção que aumenta a tensão elétrica “V”, e também quando há aumento na “grossura ou bitola” desse condutor, e diminui quando há aumento no comprimento “L” do fio. Outra coisa que foi percebida, é que a corrente elétrica também aumenta ou diminui dependendo das propriedades físicas desse fio condutor.

Então a famosa “Lei de Ohm” é então escrita em dois passos, I=V/R e R=ρ x L(comprimento)÷A (área da seção transversal do fio), onde “ρ” é a resistividade. A Resistividade depende apenas do tipo de material que fabricado o fio.
Então é de suma importância, a aplicação correta da “Lei Ohm” nas instalações elétricas, pois evita o aquecimento demasiado dos condutores e ainda define o tipo de fio (cobre ou alumínio) que deve ser utilizados nas instalações elétricas. Também possibilita calcular a perdas de energia pelo calor resistivo causado pelo choque dos elétrons com os átomos que compõe a estrutura do fio condutor.

Uma curiosidade interessante é que certos materiais condutores de eletricidade perdem sua resistência quase que completamente quando submetido a uma temperatura de alguns graus acima do zero absoluto (-273,15 °C). Esses materiais são denominados de Supercondutores.

sábado, 12 de fevereiro de 2011

Siglas da área de Elétrica

Frequentemente encontramos várias siglas nos documentos que circulam entre nós, que são interessantes conhecermos os seus significados, tais como:


SE = Subestação de Transformação - Instalação elétrica na qual, por meio de transformadores, se realiza a transferência de energia elétrica entre redes a tensões diferentes.

LT = Linhas de Transmissão - São linhas formadas por condutores elétricos, sustentados por torres ou estruturas metálicas nas tensões de 69, 138, 230, 500 kV ou mais e vão até as cidades, campos e centros consumidores.

RD = Rede de Distribuição – São condutores destinados à distribuição de energia elétrica no interior de uma região delimitada.

RDU = Redes de Distribuição Urbana - São circuitos (fios), que conduzem corrente nas tensões de distribuição dentro perímetros urbanos. Por exemplo: 11,9 ou 13,8 kV.

RDR = Redes de Distribuição Rural - São circuitos (fios), que conduzem corrente nas tensões de distribuição fora perímetros urbano (zona Rural). Por exemplo: 13,8 ou 34 kV

AT = Alta Tensão - Tensão cujo valor entre fases é igual ou superior a uma tensão pré-estabelecida, variável de país para país.

BT = Baixa Tensão - Tensão cujo valor entre fases é inferior a uma tensão 1.000 V, variável de país para país.

TRAFO = Transformador de Potência - Equipamentos elétricos que realizam transformação de tensão elétrica.

CC = Corrente Contínua - Corrente cuja polaridade e intensidade são constantes. Normalmente, são encontradas nas pilhas, baterias e etc.

CA = Corrente Alternada - Corrente cuja polaridade e intensidade variam periodicamente no tempo. São aquelas que utilizamos cotidianamente.

EPI = Equipamentos de Proteção Individual – São equipamentos de proteção individual contra acidentes utilizado por um colaborador. Por exemplo: Capacete de Proteção, Luvas Isolantes, Óculos e etc.

EPC = Equipamentos de Proteção Coletiva – São equipamentos de proteção coletiva contra acidentes utilizados por vários colaboradores. Por exemplo: Vara de Manobra, Cone de Sinalização, Fitas de Sinalização e etc.

TC = Transformador de Corrente - Equipamentos elétricos utilizados nas medições e proteções para “retirar uma amostragem” da corrente elétrica do circuito principal.

TP = Transformador de Potencial - Equipamentos elétricos utilizados nas medições e proteções para “retirar uma amostragem” da tensão elétrica do circuito principal.

FC = Fator de Carga - Relação entre o consumo num intervalo de tempo determinado (ano, mês, dia, etc.) e o consumo que resultaria da utilização contínua da carga máxima verificada, ou outra especificada, durante o período considerado.

Caso tenha outras siglas utilizadas na área de eletricidade que você não sabe o seu significado envie para nós, que tentaremos decifrá-las.

domingo, 30 de janeiro de 2011

Freqüentemente na operação do sistema elétrico ouvimos a palavra “alimentador”. Então, o que significa isto?

A expressão “alimentador principal” representa a parte do sistema de distribuição em tensão primária, está localizada no perímetro urbano das cidades e que alimenta diretamente, ou através de derivações primárias, os transformadores de distribuição como também transportam a maior parcela da corrente de carga.

Fazendo uma analogia com o sistema de circulatório do corpo humano, podemos dizer que os alimentadores são as artérias, as redes secundárias as veias e os ramais de ligação dos consumidores os vasos sanguíneos. Portanto, esse sistema deve ser sempre monitorado através de inspeções preventivas para um perfeito funcionamento.

Os alimentadores urbanos “nascem” sempre nas subestações de distribuição, (abaixadora) geralmente localizadas dentro do perímetro urbano das cidades, são utilizadas para abaixar o nível de tensão até o patamar característico de sua distribuição na cidade. Uma subestação abaixadora comumente recebe linhas de transmissão trifásicas.

O que é um arco elétrico ou voltaico?

Podemos concluir o arco voltaico como grande quantidade de cargas elétricas movimentando através do ar com alta velocidade (cerca de 100m/s) e elevadas temperaturas. Esses arcos podem causar destruição dos equipamentos (chave, painéis, barramentos, condutores e etc.) e ainda causar graves lesões físicas nas pessoas ao seu redor.

Os eletricistas que trabalham na operação (manobras) e manutenção do Sistema Elétrico Potência - SEP estão sujeitos às queimaduras provocadas pela radiação de calor oriunda do arco elétrico.

Para proteção desses eletricistas utilizamos roupas especiais, ferramentas de interrupção sob carga (Loadbuster) e operações de forma remota através comandos automatizados, visando o aumentar a segurança da IHM (interface homem-máquina).

Portanto, lembramos da necessidade dos trabalhadores que atuam no Sistema Elétrico de Distribuição a utilização e a conservação dos equipamentos de proteção individual (EPI), coletiva (EPC) e dos ferramentais corretos, deixando de lado a improvisação.

domingo, 23 de janeiro de 2011

Como funciona o sistema de geração de Energia Solar (Fotovoltaico)?

Tentarei explicar neste texto como funcionam os sistemas fotovoltaicos que produzem eletricidade através da energia solar “luz do sol”.

Os sistemas fotovoltaicos de energia autônomos são aqueles que produzem e armazenam eletricidade através de baterias, sendo utilizados onde se necessita alimentar carga à noite ou em períodos nublados. Esses sistemas fotovoltaicos encontram-se principalmente em regiões remotas ao redor do mundo sendo na eletrificação rural a área mais difundida.

Normalmente, o sistema fotovoltaico de energia autônomo é composto por um conjunto de células solares que formam os módulos solares e por equipamentos complementares, como baterias, controladores de carga e inversores.

Esses componentes possuem as seguintes funções:

- Os módulos solares são considerados os dispositivos mais importantes do sistema, pois é o responsável pela conversão da energia solar em energia elétrica.

- As baterias armazenam a eletricidade obtida através da luz solar durante o dia, possibilitando o funcionamento das lâmpadas e dos aparelhos elétricos à noite.

- O controlador de carga é instalado entre os módulos e as baterias para gerenciar o processo de carga e descarga das baterias, evitando que as mesmas sejam sobrecarregadas ou descarregadas além de limites pré-determinados, aumentando assim sua vida útil.

- O inversor é necessário em um sistema fotovoltaico quando necessitamos alimentar carga em corrente alternada.

domingo, 9 de janeiro de 2011

Co-Geração de Energia, o que é isto ?

Co-geração é definida como o processo de transformação de uma forma de energia em mais de uma forma de energia útil, freqüentes são a energia mecânica (movimentar máquinas, equipamentos e turbinas de geração de energia elétrica) e a térmica (geração de vapor, frio ou calor).

Para exemplificar o processo de co-geração, apresentamos uma caldeira que utiliza como fonte primária de energia a queima do bagaço e/ou a palha da cana para produzir vapor em alta pressão, com temperatura superior ao ponto de ebulição da água. A liberação desse vapor ocorre através de sistemas mecânicos que o transfere para os processos industriais, como também para o acionamento das turbinas, que vão gerar energia elétrica. O ciclo se completa com o retorno do vapor condensado à caldeira, para ser novamente aquecido.

É bom salientar que a co-geração apresenta alta eficiência energética, pois não há o desperdício de energia térmica, pois essa energia é utilizada em processos industriais, como secagem, evaporação, aquecimento, cozimento, destilação e etc. Podendo ainda, produzir mais duas fontes de energia: a mecânica e a elétrica.

Segundo o Balanço Energético Nacional (2003), a participação da biomassa na matriz energética brasileira é de 27%, a partir da utilização de lenha de carvão vegetal (11,9%), bagaço de cana-de-açúcar (12,6%) e outros (2,5%). Projeções da Agência Internacional de Energia indicam que o peso relativo da biomassa na geração mundial de eletricidade deverá passar de 10 TWh, em 1995, para 27 TWh em 2020.