segunda-feira, 23 de maio de 2011

Uma rede desenergizada pode provocar choque elétrico em alguém?

Para chegarmos a uma resposta é interessante afirmarmos a existência do fenômeno elétrico onde corpos diferentes adquirem cargas elétricas quando “atritados” entre si, esse fenômeno é conhecido como eletrização por atrito.

Entretanto, uma rede 13,8 ou 69 kV que esteja desligada, seccionada entre dois pontos, sem possibilidade de tensão de retorno, sem banco de capacitor, não aterrada, não tenha próximo dela nenhuma linha energizada, e sem contar com uma descarga atmosférica pode sim, ficar eletrizada, dependendo do atrito dos ventos com os fios condutores, do clima seco e do comprimento dessa rede.

Um exemplo típico de descarga eletrostática é o de um carro que se move em clima muito seco, sendo que o atrito com o ar gera cargas elétricas que se acumulam ao longo da estrutura externa do veículo. Dessa forma é criada uma diferença de potencial entre o carro e o solo e dependendo do acúmulo de cargas na estrutura do veículo, há possibilidade de faiscamento ou choque elétrico, no momento em que o indivíduo tocar a estrutura do carro.

Portanto, alertamos que antes de ‘tocar’ em qualquer parte metálica de uma rede elétrica desenergizada, devemos utilizar a técnica de aterramento. Isto é, fazer toda eletricidade acumulada, se houver ir para o solo.

Vocês sabem como se classificam os tipos de manutenções utilizados no sistema elétrico?

Você já deve ter percebido que no dia-a-dia do nosso trabalho, existem diversos tipos de manutenções que são realizadas nas redes elétricas e nas usinas de geração de energia. Na verdade, só existem três tipos de manutenção: preventiva, corretiva e a preditiva.

Vejamos as características de cada uma:

Manutenção Corretiva - Este é o tipo mais comum de manutenção. Esta manutenção se caracteriza quando o sistema elétrico pára de funcionar, ou seja, há “falta de luz”. Somente aí, é que se acionam as equipes prontidão de manutenção para "dar um jeito" na situação. Por isto, o ideal seria que a manutenção corretiva acontecesse raramente, ou seja, deveria ser realmente um acidente.

Manutenção Preventiva – Esta manutenção visa a corrigir os defeitos apresentados nas redes e nos equipamentos antes que se manifestem ou que causem danos maiores aos nossos consumidores, como a “falta de energia” ou a “queima” de equipamentos elétricos. A vantagem de manutenção preventiva é que ela pode ser programada e assim os consumidores não são pegos de surpresa.

Manutenção Preditiva - Podemos afirmar que a manutenção preditiva é o acompanhamento periódico dos sistemas elétricos, possibilitando a visualização de possíveis “desgastes” das redes e dos equipamentos, antes que apareçam quaisquer tipos de defeitos. Essas visualizações são baseadas nos dados coletados através de técnicas modernas de inspeção que incluem: análise de vibração, ultra-som, ferrografia, termografia, cromatografia e outras técnicas de análise não-destrutivas.

Vocês já ouviram falar em Domótica ?


Antes de mais nada, vamos definir o termo “domótica” que resulta da junção da palavra latina “Domus” (casa) com “Robótica” (controle automatizado de algo). O surgimento da domótica aconteceu nos anos de 80, com os primeiros edifícios onde se pretendia controlar a iluminação, climatização, a segurança e a interligação desses 03 elementos.

Com avanço das tecnologias da informação e comunicação possibilitaram o aparecimento da “domótica inteligente” que não é simplesmente automatizar uma residência com sistema de controle central com certas funções de administração. Pode-se imaginar algo mais, como uma residência com “vida própria”. Isto é, sistemas que “interagem” e “aprendem” com os comportamentos de seus habitantes.

Com essas características os sistemas domóticos poderão atuar por conta própria em várias situações, tais como: na detecção de incêndio, arrombamento, detecção de fugas de água e gás, corte automático da água e gás em caso de ocorrência de fuga, controle da climatização e a respectiva temperatura, alarme médico ou de emergência, como também enviar para os telefones fixo ou móvel os alarmes para os habitantes das residências e/ou respectivos serviços de emergências públicas.

domingo, 24 de abril de 2011

O que é “Repotenciação de Usinas Hidroelétrica” ?

A Repotenciação de uma usina hidroelétrica nada mais é, do que uma reforma geral nas turbinas com troca do rotor e/ou otimização do desenho das pás, juntamente com reforma dos geradores com isolantes de menor espessura e melhor condutividade de calor. Isto resulta no aumento da potência nominal e no rendimento usina, ou seja, aumenta a energia gerada para a mesma quantidade de água turbinada.

Os principais critérios utilizados para repotenciação de uma usina hidrelétrica é que esteja em operação há pelo menos 20 anos e que possui uma potência instalada maior que 30 MW.

Cabem as empresas geradoras de eletricidade adotar a prática de repotenciação, pois o maior beneficiado é a sociedade com o aproveitamento máximo dos recursos hídricos utilizados para geração de energia elétrica, com menor impacto sócio-ambiental.

O que é efeito corona?

O efeito corona normalmente aparece nas superfícies dos condutores das linhas de transmissões de energia elétrica, em conseqüência dos níveis de tensões de operação, das configurações de fixação dos condutores e das condições climáticas onde estão construídas.

Esse efeito ocorre devido às partículas de ar, de poeiras e a alta umidade (vapor dágua) encontrada em torno dos condutores, que quando submetido a um campo elétrico muito elevado e intenso, tornam-se ionizadas e, como conseqüências, emitem luz.

É bom ressaltarmos que os efeitos corona provocam perdas de eletricidade que podem variar de alguns quilowatts até algumas centenas de quilowatts por quilômetros, principalmente quando as linhas de transmissões ficam sob condições adversas de chuvas ou garoa.

Uma curiosidade interessante é que o efeito Corona também é conhecido como “Fogo de Santelmo”. O nome Fogo de Santelmo vem de Santo Elmo, padroeiro dos marinheiros, e surgiu quando antigos marinheiros observavam navios com os mastros envolvidos por uma tênue luz. Mais tarde, observou-se que tal luz ocorria principalmente nas regiões tropicais, em condições que precediam tempestades. As nuvens eletrizadas induziam as cargas nas pontas dos mastros, produzindo o efeito corona.