domingo, 18 de novembro de 2012

O que é banco de capacitores ?


Para compreender o funcionamento de um banco de capacitores é necessário conhecer o equipamento conhecido como capacitor elétrico. Este equipamento é constituído de duas placas metálicas condutoras separadas por uma camada isolante chamada “dielétrico”. A função desse equipamento é armazenar em suas placas metálicas, cargas elétricas.

Os capacitores fornecem ao sistema elétrico a energia reativa capacitiva. Entretanto, o excesso de energia reativa (indutiva ou capacitiva) prejudica/dificulta as operações e os equipamentos instalados nas redes elétricas.

Portanto, utilizamos o banco de capacitores formado por vários capacitores unitários com um controle automático. A função do controle é verificar continuamente a energia reativa do sistema elétrico e conectar (ligar) a quantidade de capacitores necessários para corrigir o excesso da energia reativa indutiva, de forma automática.

Quando existe na instalação elétrica muitas cargas indutivas (bobinas) em funcionamento, torna-se necessária a instalação de bancos de capacitores para suprimir a energia reativa indutiva. Isso porque, a energia produzida pelos capacitores compensa a energia reativa indutiva produzida nas bobinas.

Essa técnica é utilizada para correção do fator de potência e consequentemente eliminar a cobrança de excedente reativo para consumidores de energia elétrica industrial e comercial.

domingo, 21 de outubro de 2012

Quais são os principais Equipamentos de Proteção Individual – EPI que os profissionais devem utilizar nas atividades desenvolvidas no Sistema Elétrico de Distribuição de Energia Elétrica.



A NR 06 (norma regulamentadora) define que EPI é todo e qualquer dispositivo ou produto, de uso individual, utilizado pelo trabalhador, destinado a proteção de riscos suscetíveis de ameaçar a segurança e a saúde no trabalho.
Entretanto, as atividades no Sistema Elétrico de Distribuição oferecem os riscos de choques elétricos como também, o de queda de altura. Para controlar esses riscos, listamos os principais itens de EPI obrigatórios, além de informações importantes para assegurar a sua identificação e o uso correto. 
PROTEÇÃO DA CABEÇA 
Capacete – proteção do crânio contra impactos e choques elétricos.
PROTEÇÃO DOS OLHOS E FACE
Óculos e Protetor facial - Proteção contra partículas, luz intensa, radiação, respingos de metais derretidos. 
PROTEÇÃO DOS MEMBROS SUPERIORES
Luvas de proteção (couro), luvas e mangas isolantes de borracha - Proteção de mãos, dedos e braços contra choque elétricos , materiais abrasivos e cortantes  . 
PROTEÇÃO DOS MEMBROS INFERIORES
Calçados de segurança, botas e botinas - Proteção de pés, dedos dos pés e pernas contra riscos de origem elétrica, umidade, produtos químicos.
PROTEÇÃO CONTRA QUEDAS COM DIFERENÇA DE NÍVEL
Cintos de segurança tipo pára-quedista e com talabarte, trava quedas, linha de vida - Uso em trabalhos acima de 2 metros. 
PROTEÇÃO PARA O CORPO EM GERAL
Calças, camisas e macacão FR - Proteção contra fogo repentino e arco elétrico.
Muitos profissionais, que não utilizam o EPI se baseiam na desculpa que estes equipamentos são desconfortáveis. Podemos afirmar que, hoje em dia, eles são confeccionados com materiais leves e confortáveis e a sensação de desconforto está sempre associada aos fatores como: a falta de treinamento e ao uso incorreto.
Além da utilização obrigatória dos EPI´s, o profissional deve desenvolver a percepção dos riscos, que aliado a um conjunto de informações e de regras básicas de segurança são ferramentas fundamentais para evitar à exposição e assegurar o sucesso das medidas individuais de proteção a saúde das pessoas.

O que é perdas de energia elétrica.

Inicialmente, as concessionárias, classificam as perdas de energia elétrica em dois tipos: perdas técnicas e perdas comerciais.
A perda técnica está estritamente ligada ao estado de conservação e dimensionamento dos condutores, transformadores e outros equipamentos, que compõem o complexo sistema elétrico, devido à perda por calor (efeito Joule).
O efeito Joule acontece principalmente, quando há uma circulação de corrente elétrica nas redes elétricas acima da sua capacidade nominal, essa aquece e o calor dissipado será a considerado perda de energia elétrica.
As perdas comerciais são calculadas como a diferença entre as perdas globais e as perdas técnicas. As perdas globais são calculadas pela soma de toda a energia gerada e toda energia comprada pela empresa distribuidora de energia subtraída de todo o consumo dos clientes desta empresa, incluindo repasses de energia às outras empresas.
Encontrado o resultado da subtração acima, identifica as perdas comerciais que estão totalmente relacionadas aos clientes fraudulentos e inadimplentes. Para reduzir essas perdas, as distribuidoras de energia têm um leque de ações no combate à fraude e à inadimplência.
Nestas ações se destacam as inspeções regulares em busca de furto, o corte do fornecimento de energia, cobranças judiciais / extrajudiciais, parcelamento de dívidas, medição da energia no exato local em que os fios saem do poste com destino às residências, entre outras.

O que é classe de isolamento dos eletrodomésticos / aparelhos elétrico.

Os equipamentos elétricos possuem uma classificação do nível de proteção contra acidentes por choque elétrico. Ele é usado para diferenciar os diferentes métodos/tipos de conexão e a proteção elétrica do equipamento. Os níveis se baseiam na norma internacional IEC 61140 (Protection against electric shock - Common aspects for installation and equipment) e são separados por classes, tais como:


Classe 0 - A proteção contra choques elétricos é dada pela própria isolação do equipamento/aparelho elétrico. Isto é, não existe o condutor de proteção conhecido como PE ou “fio terra”, fazendo a conexão entre a terra e as partes metálicas do aparelho elétrico.

Podemos exemplificar alguns eletrodomésticos com essa classe de proteção – ventiladores, televisores, rádios portáteis, etc.

Existem estudos, visando proibir a fabricação dos equipamentos elétricos de classe 0,  dando lugar a produtos contendo proteção de Classe II.

Classe I – Apenas os chassis do eletrodoméstico são conectados ao fio terra (condutor de proteção - PE), identificados pela da cor verde (ou verde/amarela).

 Classe II - A principal exigência de fabricação é que qualquer falha nos equipamentos/aparelhos elétricos não cause perigosas tensões elétricas expostas, que podem causar acidentes por choques elétricos. Esses eletrodomésticos são fabricados, no mínimo, com duas camadas de material isolante nas partes "vivas" (energizadas) e/ou de isolação reforçada.

Classe III - São dispositivos alimentados com extra-baixa tensão. A alimentação desses dispositivos é baixa o suficiente que qualquer pessoa, pode entrar em contato com uma parte "viva" de maneira segura e sem risco de choques elétricos, como por exemplo, a iluminação de piscinas.

domingo, 2 de setembro de 2012

Como é a atividade laboral do leituristas do consumo de energia elétrica.

A medição do consumo de energia elétrica é um serviço muito conhecido dos consumidores, principalmente de quem reside em casa. Entretanto, mesmo conhecido por diversos consumidores, o trabalho dos leituristas não é fácil e engloba uma série de outras funções.
 
Para cada leiturista é estabelecida uma rota pré-determinada que deve ser visitada mensalmente por este profissional, visando coletar as informações do consumo de energia elétrica em cada residência, estabelecimento comercial ou industrial.
Na execução do seu trabalho, o leiturista utiliza um equipamento portátil conhecido como microcoletores para a coleta das informações. Durante o processo da leitura, o microcoletor exige uma confirmação dos dados para armazenar na memória. Pois, digitado a leitura, este aparelho é capaz de efetuar controles e sinalizar possíveis anomalias de consumo, julgando a leitura por excesso ou por baixo consumo baseado em dados históricos.
 
Outro fato interessante, é que o leiturista deve se posicionar em frente do medidor de energia, com objetivo de evitar o erro de paralaxe. Esse é um erro que ocorre pela observação errada na escala de graduação, principalmente nos medidores com ponteiros, devido o desvio óptico e pelo ângulo de visão do observador.
 
No futuro muito próximo, os dados das unidades consumidoras poderão ser enviados para os microletores, em mão dos leituristas, através da tecnologia GPRS (General Packet Radio Services ou Serviços Gerais de Pacotes por Rádio), cuja finalidade é possibilitar o cálculo do consumo da energia elétrica e emitir instantaneamente a fatura com a conta do mês ou de possíveis débitos anteriores. Uma impressora portátil imprimirá a fatura no mesmo local para ser entregue ao consumidor, em papel térmico, mais resistente à água e calor.

Como se faz a leitura do consumo de energia elétrica (kWh), nas unidades consumidoras.

No medidor de kWh, conhecido popularmente como “contador de energia elétrica” o valor da energia elétrica é adquirida após um intervalo de tempo, correspondente à diferença entre as duas leituras realizadas, uma no final e outra no início do respectivo período.
O processo de leitura nos medidores com ponteiro ou ciclométrico são feitas seguindo a seqüência natural dos algarismos, ou seja, se forem quatro ou cinco ponteiros, ou quatro ou cinco janelas, o primeiro à esquerda indica os milhares, o segundo as centenas e assim por diante.
 
                                              
 
É bom ressaltarmos, que nos medidores de ponteiro deve-se ter o cuidado ao fazer a leitura, pois cada ponteiro gira em sentido inverso ao de seus vizinhos.
Portanto, ao efetuar a leitura, deve iniciar-se sempre pelo primeiro ponteiro à direita e ainda, considerar o número pelo qual o ponteiro acabou de passar. Isto é, quando o ponteiro está entre dois números, considera-se o número de menor valor.

Como funciona o alicate Volt-Amperímetro


 Os Alicates Volt-Amperímetro são instrumentos que possibilitam a medição de corrente contínua (CC) e alternada (CA) por meio de “garras” que envolvem o condutor sem a necessidade de interromper ou desligar a energia do circuito elétrico. Esses instrumentos são muito utilizados nas atividades executadas no Sistema Elétrico de Potencia - SEP.
Na medição da corrente elétrica utilizam-se as “garras” existentes no instrumento de modo “abraçar” o condutor. As garras funcionam como núcleo de um transformador de corrente em que o primário é o condutor abraçado e o secundário é uma bobina enrolada, localizada dentro do alicate Volt-Amperímetro.
Para medir tensão, esse instrumento possui dois terminais nos quais são conectados os fios, que serão colocados em contato com o local a ser medido.
O medidor de Corrente e de Tensão, tipo “alicate”, possui escalas para medir a Corrente e a Tensão, ajustado através de uma chave seletora (corrente ou tensão), antes de efetuar a medição.
Caso o profissional não tenha a uma idéia do valor da corrente ou da tensão a ser medida, ela deverá selecionar no aparelho a maior escala de corrente ou tensão e ir diminuindo a escala para que seja efetuada a medição corretamente. Lembramos ainda, que para medir a corrente elétrica o condutor abraçado deve ficar mais centralizado possível dentro do gancho formado pelas “garras”.

Como funciona a chave teste de néon


 Trata-se de uma lâmpada que tem a característica de acender quando um dos seus terminais é posto em contato com um elemento energizado e outro é posto em contato com o “terra”. Normalmente, é apresentada sob a forma de uma caneta ou chave de fenda, onde um dos terminais é a ponta da caneta (ou da chave) e o outro faz o “terra” através do próprio corpo da pessoa.
A chave-teste é fabricada com uma lâmpada que possui uma resistência interna de alto valor. Quando você encosta a ponta da chave em um terminal energizado, e na outra extremidade metálica da chave (parte “terra”) o dedo da sua mão, estabelece uma corrente elétrica circulante não suficiente para produzir a sensação de choque nas pessoas.
A vantagem deste instrumento é o fato de indicar, de maneira simples, a presença da energia elétrica no local pesquisado: a lâmpada acende quando a ponta do aparelho encosta no fio Fase energizado. Quando se encosta ao fio Neutro, não acende.
Existem alguns tipos de aparelhos com lâmpada de neon, com os mesmos princípios de funcionamento, que possibilitam identificar também, além do fio Fase e o fio Neutro, o valor aproximado da tensão, se é 127 V, 220 V ou 380 Volts.
 
É importante ressaltar que o seu uso é restrito a circuitos de baixa tensão, como nas instalações elétricas residenciais e que não devemos utilizar a lâmpada de néon sem o invólucro, pois ela poderá estourar e provocar acidente.

A importância dos instrumentos de medição das grandezas elétricas.

Diariamente, utilizamos vários aparelhos de medição para verificar e acompanhar as grandezas elétricas que estão circulando em vários “pontos” do Sistema Elétrico de Potência – SEP, tanto na geração, transmissão e distribuição.
Os aparelhos de medição são instrumentos que, através de escalas, gráficos ou dígitos, fornecem os valores numéricos das grandezas elétricas que estão sendo medidas.
É de suma importância, que o profissional tenha sempre em mente que os instrumentos de medidas representam segurança no trabalho e que deles dependem a qualidade e a correta especificação no fornecimento da eletricidade.
Podemos classificar os aparelhos de medição, segundo a maneira de indicar os valores medidos, que podem ser:
Indicadores: - são aparelhos que, através do movimento de um ponteiro em uma escala ou de uma tela digital, fornecem os valores instantâneos das grandezas medidas.
Registradores: - têm o princípio de funcionamento semelhante ao dos instrumentos indicadores, sendo que, é adaptado à extremidade do ponteiro, uma pena, onde se coloca tinta. Sob a pena corre uma tira de papel com graduação na escala conveniente. A velocidade do papel é constante, através de um mecanismo de relojoaria. Deste modo, tem-se os valores da grandeza medida a cada instante e durante o tempo desejado. Alguns instrumentos deste tipo utilizam um disco ao invés de tira (rolo) de papel, nesse caso, o tempo da medição é limitado a uma volta do disco.
Integradores: - são aparelhos que somam os valores instantâneos e fornecem a cada instante os resultados acumulados. Entretanto, para saber o valor da grandeza medida em um intervalo, é necessário subtrai o valor medido no final com o valor inicial do intervalo. O aparelho integrador pode ser de ponteiros ou de ciclômetro ou dígitos. Um exemplo são os medidores de energia elétrica das residências.
É bom ressaltar, que as concessionárias de energia elétrica investem muito em recursos humanos, tecnológicos e financeiros para apuração e amarzenamento das informações mensais do consumo de eletricidade dos seus consumidores, pois os medidores de energia elétrica são aparelhos integradores.

Como escrever corretamente unidades de grandezas elétricas e suas abreviações.

Antes de relacionarmos as unidades elétricas, temos de compreender que o ato de medir significa comparar quantitativamente uma grandeza física com outra da mesma espécie, definida como “padrão”.

As unidades de medidas no Brasil utilizam o Sistema Internacional de Unidades - SI.

Na tabela abaixo, apresentamos as principais unidades elétricas:

 

Ressaltamos, que para escrever corretamente as unidades de grandeza devemos seguir as regras internacionais que são encontradas no National Institute of Standards and Technology - NIST ou no Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia - INMETRO.

Seguem algumas dicas:

v  Os nomes das unidades SI são escritos sempre em letra minúscula, exemplos: quilograma, newton, metro cúbico. A exceção: no início da frase e "grau Celsius";
v  É errado usar abreviações no plural acrescentando a letra “s”, como em “kms”, “kgs”,”mts”,”Vs”,”Ws”, etc.;
v  As abreviações de unidades devem ser escritas com fontes em caracteres retos (km) e não em itálico (km);
v  Entre o valor numérico e sua respectiva unidade colocar sempre um espaço: 5 km, 2 kg, 4 V, 50 W, 10 A etc.;
v  A abreviação correta do prefixo quilo é “k” (minúsculo) e não “K”(maiúsculo);
v  Unidade composta deve ser escrita, por exemplo: m/s ou ms-1 (observe o pontinho no meio), para não confundir com ms-1 (1/milisegundo);
v  Outra forma de escrever unidade composta que pode trazer dubiedade é usar sinal de divisão mais de uma vez, como em m/s/s em vez de m/s2 ou ms-2.