sábado, 11 de dezembro de 2010

Um aparelho ligado em 220 Volts gasta menos energia elétrica que quando ligado em 127 Volts?

Sempre sou questionado se um aparelho elétrico ligado na tensão de 220 Volts gasta menos que quando ligado em 127 Volts. A princípio devemos entender que no sistema elétrico 127/220 Volts, significa na prática que estamos conectando o aparelho elétrico em duas fases, ou seja, com dois fios energizados. Isto pode causar energização acidental na parte externa dos aparelhos (carcaça).

Entretanto, quanto ao consumo de energia elétrica do aparelho, ele gastará a mesma coisa, pois consumo é relativo à potência do aparelho multiplicado pelo o tempo que ele é utilizado, e não está diretamente associado à tensão.

A diferença que pode aparecer será devido às perdas por aquecimento, uma vez que na tensão 220 Volts a corrente elétrica que irá circular pelo o fio será menor, e com isso ela aquecerá menos os condutores, evitando as perdas por calor. Esta perda de energia, normalmente, é imperceptível nas instalações elétricas bem projetadas e construídas.

domingo, 5 de dezembro de 2010

Vocês sabem o que significa “Faixas de Servidão”?

São áreas sobre as quais passam as redes de distribuição e de transmissão de energia elétrica. Essas áreas embaixo das redes elétricas variam aproximadamente de 15 a 100 metros de largura e são definidas pelos tipos e os níveis de tensão das redes instaladas no local.

A partir da construção das redes, esses terrenos passam a possuir limitações para utilização, tendo como premissa que qualquer construção de alvenaria ou não, é proibida em razão da necessidade de preservar a segurança das pessoas, evitando acidentes e facilitando o acesso para manutenção.
As plantações nas “faixas de servidão” podem ser feitas desde que autorizadas pelas as concessionárias de energia elétricas e as culturas não devem passar dos três metros de altura como milho, trigo, soja, girassol, verduras e flores. A plantação de cana-de-açúcar normalmente não é permitida, pois as queimadas provocam os desligamentos das redes elétricas.

domingo, 21 de novembro de 2010

Vocês sabem quais as diferenças entre a Medição Direta e Indireta?

Para compreendermos melhor essas diferenças, é interessante lembramos que os processos de medições da energia elétrica, adotados nas distribuidoras são realizados por um equipamento ou vários equipamentos que possibilitam a quantificação e os registros de grandezas elétricas (tensão, corrente e potência), associadas ao uso da energia elétrica pelos consumidores.
Traduzindo isto na prática, é a utilização de vários tipos de montagens (arranjos) dos equipamentos de medição nas instalações residenciais, comerciais, rurais e industriais que classificamos como:

Medição direta: É aquela em que a energia consumida passa integralmente através dos medidores do sistema de medição. Este tipo de medição é utilizado principalmente nos consumidores do Grupo B, ou seja, nos consumidores são atendidos em tensão secundaria de distribuição.

Medição indireta: É aquela em que apenas parcela da energia consumida passa através do medidor. Neste caso a energia consumida é obtida multiplicando-se a energia registrada nos medidores por uma constante de medição que dependerá dos equipamentos auxiliares (TP- transformador de potencial, TC - transformador de corrente).

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Vocês sabem os significados dos indicadores DEC, FEC, DIC, FIC e DMIC?


São indicadores que servem para monitorar a qualidade do fornecimento energia elétricas das empresas distribuidoras. Esses indicadores são apurados por cada empresa e auditados pela ANEEL - Agência Nacional de Energia Elétrica

Os indicadores coletivos, o DEC (Duração Equivalente de Continuidade) registra quantas horas em média por ano o consumidor fica sem energia elétrica e o FEC (Freqüência Equivalente de Continuidade) é que indica quantas vezes em média a luz faltou para os consumidores.

Além dos indicadores coletivos DEC e o FEC, os serviços prestados pelas empresas distribuidoras são avaliados por indicadores individuais, conhecidos como DIC (Duração de Interrupção Individual por Unidade Consumidora) e FIC (Freqüência de Interrupção Individual por Unidade Consumidora), que medem, respectivamente, a duração e a freqüência das interrupções do fornecimento de energia em cada unidade consumidora. Outro indicador individual que as distribuidoras devem observar é o DMIC (Duração Máxima de Interrupção Contínua por Unidade Consumidora), que registra o tempo máximo que uma unidade consumidora permaneceu sem energia no intervalo de tempo de apuração. Esses números são detalhados pelas distribuidoras na fatura mensal de seus consumidores.

Esses indicadores são uma importante ferramenta utilizada pela ANEEL para supervisionar e avaliar a continuidade da distribuição de energia elétrica realizada pelas concessionárias na sua área de concessão. Se alguma das distribuidoras de energia elétrica não atinge a meta estabelecida pela agencia, fica sujeita a multa.

domingo, 7 de novembro de 2010

O que é tarifa de energia elétrica horo-sazonal?

Além da tarifa da energia elétrica convencional, aquelas que determinam os valores das contas de energia dos consumidores residenciais e das pequenas instalações industriais e comerciais, foi adotada para as grandes indústrias outra estrutura tarifária conhecida como HORO-SAZONAL que visa a estimular o uso de energia nos períodos mais favoráveis, a fim de otimizar a geração e o consumo.
Lembrando que o sistema de geração de energia tem que ter capacidade para suprir o pico de consumo que se dá no intervalo das 17h30min às 20h30min, e que a energia gerada para suprir essas cargas neste intervalo de tempo, tem o custo mais alto resultante do consumo do combustível utilizado pelas usinas termelétricas e do investimento em instalações.
A tarifa HORO-SAZONAL estabelece valores para os horários de PONTA e FORA DE PONTA e ainda fixa valores distintos para os períodos do ano compreendidos entre maio e novembro, definido como PERÍODO SECO e entre dezembro e abril como PERÍODO ÚMIDO. Os valores são fixados pela Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL), que é o órgão regulador das relações entre as concessionárias e consumidores, estabelecendo os diversos tipos de contratos, normas e instruções
É de suma importância incentivar a desconcentração de consumo do horário de PONTA para outros horários FORA DE PONTA, o que resulta em melhor aproveitamento da capacidade instalada.

terça-feira, 2 de novembro de 2010

Qual é a relação do horário de verão com o consumo da energia elétrica?

O horário de verão foi adotado para reduzir o pico de consumo de energia elétrica, mas a medida só funciona nas regiões distantes da linha do equador, porque nesta estação os dias se tornam mais longos e as noites mais curtas.
Porém nas regiões próximas ao equador, como a maior parte do Brasil, os dias e as noites têm duração igual ao longo do ano e a implantação do horário de verão nesses locais, traz muito pouco ou nenhum proveito, por isso esse horário não é adotado principalmente nas regiões norte e nordeste do Brasil.


Como funciona?

A principal contribuição do horário de verão é diluir a demanda máxima da energia elétrica no horário de pico, que ocorre das 17h30 e 20h30. Esse procedimento evita uma sobrecarga do sistema elétrico.
Isso é possível, pelo fato da parcela de carga referente à iluminação ser acionada mais tarde, que normalmente o seria, motivada pelo adiantamento do horário em 01 hora. O efeito provocado por essa medida é de não haver a coincidência da entrada da iluminação, com o consumo existente ao longo do dia do comércio e da indústria. Portanto esse é o período mais crítico para o fornecimento da energia elétrica pelas concessionárias e também o que tem o valor da tarifa mais alta, fazendo com que algumas indústrias e empresas não trabalhem com todas as suas máquinas nesse horário, para reduzirem o valor da sua conta de energia elétrica.

domingo, 24 de outubro de 2010

Porquê temos dois tipos de tensão fornecimento, em algumas cidades 110V e outras 220V?

Para compreendermos esse assunto vamos relembrar da lei da física (P=E.i), onde “P” é a potência elétrica em Watts (W), “E” é a tensão elétrica em Volts (V) e “i” é a corrente elétrica em Ampéres (A). Portanto, uma tensão menor necessita de mais corrente elétrica para suprir uma determinada potência elétrica, se você aumentar a tensão, você necessitara de menos corrente elétrica para atender exatamente a mesma potência.

Analisando o processo acima pelo lado de custos, os transformadores e os condutores para uma tensão menor (110V) tem de ser mais robustos para poder transportar maior quantidade de corrente elétrica. Agora em 220V, pode-se usar transformadores e condutores com bitolas (diâmetros) menores e mais leves, pois os mesmos podem suprir as mesmas potências, transportando menos corrente elétrica.

Quando o Brasil começou a montar sua rede elétrica, no início do século 20, diferentes companhias se estabeleceram em cada região do país. A escolha do sistema de 110 Volts ou de 220 Volts dependeu do país de origem das primeiras empresas e dos custos de instalação. Nesses primórdios da eletrificação, as canadenses Rio de Janeiro Tramway, Light & Power e a São Paulo Light & Power instalaram redes de 110 Volts para consumo residencial nas duas principais cidades da Região Sudeste. Já as primeiras concessionárias da Região Nordeste optaram por tensão de 220 Volts.

Dando um exemplo concreto desse fato, imagine um aquecedor elétrico que consome 5000W (P) de potência. Se ele for ligado em 110V (E), sua corrente elétrica (i) será assim: 5000W / 110V = 45,45 A (Ampéres) e se for ligado em 220V será 5000W / 220V=22,73 A.

Em 110V, para não comprometer o funcionamento do aquecedor elétrico você terá de usar um condutor de 6mm², e se for usar a tensão de 220V, você poderá utilizar até um condutor de 2,5mm² se seu circuito for bem dimensionado. Vá a uma casa de material elétrico e compare a diferença de preço entre o condutor de 6 mm² e o de 2,5 mm².

domingo, 17 de outubro de 2010

Por que os pássaros não morrem ao pousar em um fio da rede primária de distribuição?

Esta pergunta foi feita de “supetão” por um dos nossos colegas, para mim. Então resolvi responder para todos. O interessante é que esse é o princípio da tecnologia utilizada para manutenção em RD energizada.

Quando um pássaro pousa na rede elétrica os seus dois pés ficam apoiadas no mesmo fio. Nessa posição, não passa nenhuma corrente pelo corpo do pássaro e ele pode descansar. O que faz a corrente elétrica fluir através de um copo é a diferença de potencial (tensão) entre dois pontos.

A situação é diferente quando o pássaro toca qualquer parte do corpo em outro lugar enquanto mantém os pés no fio. Se ele encostar a asa em outra parte da rede elétrica, por exemplo, o poste e continuar usando a fio como apoio a diferença de potencial (tensão) pode chegar a 7600 volts. Isso geraria uma corrente violenta, capaz de transformar o pobre animal em uma porção bem torrada de passarinho.

É justamente por esse motivo que os eletricistas que fazem a manutenção nas redes elétricas de distribuição tomam todos os tipos de precaução enquanto trabalham - a principal delas é manter uma distância segura das partes energizadas na hora do conserto, como também isolar todas as partes das redes que possa ter contato acidental.

domingo, 3 de outubro de 2010

Como será produzida a energia elétrica na hidrelétrica de Belo Monte

A previsão é que, quando concluída em 2019 a usina de Belo Monte, localizada no estado do Pará, será a terceira maior hidrelétrica do mundo, atrás apenas da chinesa Três Gargantas e da binacional Itaipu.

Para transformar a energia mecânica do Rio Xingu em energia elétrica, será necessário construir uma represa que formará de um reservatório com uma área de 516 km2 . A água captada neste reservatório será conduzida para três casas de força através de canais, túneis e dutos metálicos fazendo “girar” as turbinas e conseqüentemente os geradores, já que estes, estarão acoplados nos eixos das turbinas. A água será restituída ao leito natural do rio, através do canal de fuga.


Os geradores terão uma potência instalada de 11.233 MW, que produzirá uma energia elétrica com a capacidade de abastecimento de uma região de 26 milhões de habitantes. A energia elétrica produzidas pelos geradores serão “levadas” através de condutores até os transformadores elevadores, onde a tensão (voltagem) será aumentada, e conduzida através de linhas de transmissão até os centros consumidores.

Como é produzida a energia elétrica nas usinas termoelétricas

Nas usinas termoelétricas a energia elétrica é obtida pela queima de combustíveis, como carvão, óleo, derivados do petróleo e, atualmente, também a cana de açúcar (biomassa). No Brasil esse método é o segundo mais utilizado para geração de eletricidade.
A utilização do Etanol como combustível veicular e o custo da energia elétrica produzida a partir da queima do petróleo tornou-se atraente a utilização do bagaço da cana-de-açúcar para co-geração de eletricidade.


Como funciona?
A geração de energia elétrica é realizada através da queima do combustível que aquece a água, transformando-a em vapor. Este vapor é conduzido a alta pressão por uma tubulação e faz girar as pás da turbina, cujo eixo está acoplado ao gerador. Em seguida o vapor é resfriado retornando ao estado líquido e a água é reaproveitada, para novamente ser vaporizada.

Curiosidade
Existem vários cuidados que devem ser previstos na instalação de uma usina termoelétrica tais como: os gases provenientes da queima do combustível, principalmente os fósseis, devem ser filtrados, evitando a poluição da atmosfera local; a água aquecida precisa ser resfriada ao ser devolvida para os rios porque várias espécies aquáticas não resistem a altas temperaturas.

Energia gerada pelos ventos

A energia gerada pelos ventos, chamada de eólica, é capturada e convertida em eletricidade por dispositivos chamados “aerogeradores”, que consistem num gerador elétrico movido por uma hélice e que por sua vez é movida pela força do vento. Os principais componentes dos aerogeradores são:

· Um rotor constituído por duas ou três pás, com um diâmetro de 65 metros;
· Um eixo que liga o rotor, uma caixa de velocidade e um gerador cuja tensão de saída é de aproximadamente 6 kV, que são contidos numa cabine (nacella) horizontal, atrás do rotor;
· Uma torre que se situa entre 25 e 80 metros de altura, na qual o rotor e a cabine (nacella) são montados.
As lâminas são montadas perpendicularmente ao vento e o aerogerador é montado no alto da torre, a fim de aproveitar ventos mais fortes que sejam mais estáveis e mais constantes do que os ventos que podem ser encontrados mais próximos do terreno.

Como funciona ?
A força do vento gira as três pás que propulsionam o rotor. Este se conecta com o eixo principal que move um gerador. Dentro da cabine há um multiplicador de velocidade que gira o rotor a 1.500 giros por minuto. Isso permite que o gerador produza eletricidade. A eletricidade é enviada por cabos que descem pelo interior da torre e se conectam com uma rede de energia.

Curiosidades

A humanidade tem utilizado a energia eólica, há milhares de anos. O vento é aproveitado para moer grãos, bombear água e até mesmo serrar madeira, através da tecnologia dos moinhos. Os primeiros moinhos foram inventados na Pérsia e a produção de eletricidade começou no início do século 20, mas foi com os choques petrolíferos da década de 1970, que impulsionou o interesse na energia eólica como uma fonte energética alternativa.

domingo, 15 de agosto de 2010

Grandezas Elétricas - Principais

Nós que trabalhamos com de energia, estamos, invariavelmente, às voltas com termos e siglas do setor elétrico, a exemplo de Volts, Watts, LT de 138 kV. Para quem não conhece ainda, conhece pouco ou quer apenas relembrar, falaremos sobre duas das grandezas elétricas, importante para compreendermos o funcionamento do sistema elétrico, e que muitas vezes são até confundidas: corrente e tensão elétrica.

CORRENTE ELÉTRICA (A)
Corrente é o fluxo de cargas elétricas. A corrente elétrica acontece quando os elétrons livres se movem num fio de cobre e formam uma corrente. A medida da quantidade da corrente é feita em função da quantidade de elétrons ou de cargas que passam por um ponto desse fio em cada instante. Quanto mais cargas passarem por um determinado ponto, maior será a intensidade da corrente. Para medir a intensidade da corrente elétrica é utilizada a unidade Ampère, cujo símbolo é A, em maiúscula. O aparelho que mede a corrente elétrica é o Amperímetro.

TENSÃO ELÉTRICA (V)
A tensão elétrica é que faz com que a corrente circule através de um circuito elétrico. A tensão é o motivo do movimento das cargas, a corrente é o efeito causado pelo movimento dessas cargas. A unidade utilizada é o Volts (V) e o aparelho que mede a tensão é o Voltímetro.

POTÊNCIA ELÉTRICA ( W ):
A Potência Elétrica depende da força que impulsiona os elétrons ( = Tensão) , através de circuito e da quantidade de elétrons por segundo, que passam pelos condutores (= Corrente Elétrica).
A unidade de tensão é o Watt (W) e o aparelho que mede a potência é o Watímetro.
Na prática, costumamos usar normalmente múltiplo desta unidade de potência que é o
Kilowatt (kW) = 1.000 watt (esta unidade é a mais usada)

ENERGIA ELÉTRICA ( kWh ):
É a "força" necessária para alimentar as cargas. O consumo dessa "força" eqüivale a quantidade de potência (Watts) em um determinado período de tempo (horas).
A unidade de medidas é Watt-horas, ou seja, é o produto da potência em Watts com o tempo (horas) gasto no consumo.
A unidade prática é o kilowatthora (kwh); ou seja, é o consumo de 1000 watts em 1 hora e o aparelho que mede a energia elétrica é o Medidor de Energia Elétrica

Curiosidade
Podemos entender melhor a relação entre tensão e corrente se fizermos um comparativo com a pressão que podemos ter num encanamento de água, que faz ela circular nos canos e brotar nas torneiras e chuveiros. A eletricidade precisa ser "empurrada" por uma força externa e quem "empurra" a eletricidade é justamente a tensão.

Smart Grid: a rede elétrica inteligente


O que é Smart Grid ?
Podemos dizer que a definição do Smart Grid está em uma palavra: inteligência. Isso quer dizer que as novas redes serão automatizadas e terão medidores inteligentes possibilitando a medição de consumo de energia em tempo real, ou seja, a sua casa vai conversar com a empresa distribuidora de energia e, em um futuro próximo, até fornecer eletricidade para ela. A inteligência também, será aplicada no combate à ineficiência energética, isto é, a perda de energia ao longo da distribuição. Além disso, o furto de energia (conhecidos como “gato”, “macaco”) deve ser eliminados.

O que muda?
Como você sabe, se a energia elétrica faltar na sua casa é preciso ligar para a empresa distribuidora e pedir que eles venham até você para reparar a falha. Como o Smart Grid é uma rede inteligente, assim que a pane ocorrer, a concessionária saberá onde aconteceu a falta de energia e em poucos minutos mobilizará equipes de manutenção para realizarem o conserto. A comunicação será de mão dupla entre sua casa e a concessionária, sensores ao longo de toda a rede, controle e automatização do consumo residencial serão algumas das mudanças que ocorrerão.
O primeiro passo para que isso ocorra será a substituição do medidor de energia por medidores que terão chips e se conectarão a internet para transmitir dados, conjuntamente com a automação das redes de distribuição de energia elétrica.

Curiosidades
Com a implementação do Smart Grid, será possível programar a máquina de lavar roupas para funcionar somente nos horários em que a energia for mais barata. Além disso, com a medição inteligente será possível saber quanto cada aparelho consome mensalmente e ainda poderá acompanhar diariamente o consumo de energia do seu vídeo game ou da geladeira nova e saber com precisão, quanto vai custar a fatura de energia no fim do mês.

Por que no transformador distribuição é utilizada o kVA?

Os transformadores de distribuição utilizados nas concessionárias de distribuição de energia elétrica possuem sua capacidade de potencia apresentada em kVA (kiloVolt-Ampere). Isto se deve as cargas indutivas formadas pelas bobinas de fio de cobre “enroladas” no seu núcleo. A principal característica das cargas indutivas (bobinas) é que elas necessitam de um campo eletromagnético para funcionar. Por este motivo, elas consomem dois tipos de potência elétrica: Potência ativa (kW = kiloWatt) para realizar o trabalho de gerar calor, luz, movimento, etc e a Potência reativa (kVAr = kiloVolt-Ampere-reativo) serve manter o campo eletromagnético na bobina, sendo que esta não produz trabalho útil, mas circula entre a rede elétrica e a bobina, exigindo do sistema de distribuição de energia elétrica uma corrente adicional.
A potência ativa (kW) e a potência reativa (kVAr), juntas, formam a potência aparente (kVA). Quando a potência aparente é maior que a potência ativa, o sistema elétrico precisa fornecer, além da corrente útil (ativa), uma corrente reativa que não realiza trabalho, mais essencial para os funcionamentos das bobinas. É bom ressaltar, que existe tecnologia que diminui significativamente a circulação da corrente reativa, mais não a elimina.



Curiosidades:

Na constituição física do transformador utilizam-se várias bobinas e algumas dessas são conhecidas como “panquecas”;
As correntes reativas são as responsáveis pelos “arcos elétricos” nas manobras dos equipamentos do sistema elétricos;

Dispositivos DR – Diferencial Residual

O dispositivo DR é um interruptor automático que desliga correntes elétricas de pequena intensidade (da ordem de centésimos de ampère), que um disjuntor comum não consegue detectar, mas que podem ser fatais se percorrerem o corpo humano.

Quando uma criança insere determinado material metálico na tomada, como uma agulha de crochê, por exemplo, entrando em contato com a parte viva (energizada) da instalação, configura-se o contato direto, necessitando da proteção básica do disjuntor. Quando o choque elétrico ocorre na superfície de um eletrodoméstico uma máquina de lavar ou geladeira, por exemplo, - configura-se o contato indireto e, nessa situação, necessita-se da proteção suplementar do dispositivo DR- Diferencial Residual. Ressaltamos que a maior parte dos choques ocorre neste segundo tipo de situação e a utilização do DR é imprescindível para evitar esses acidentes.


Lembramos que desde dezembro de 1997 é obrigatório no Brasil o uso do dispositivo DR (diferencial residual) nos circuitos elétricos que atendem aos seguintes locais: banheiros, cozinhas, copas-cozinhas, lavanderias, áreas de serviço e áreas externas.

Curiosidades
O DR é projetado para desarmar, diante de anomalias do sistema. No entanto, muitas vezes, essa falha é provocada por instalações em mau estado ou mal feitas, o que leva alguns usuários a remover o dispositivo, ao invés de procurar onde está o verdadeiro problema.

Disjuntor Termomagnético


O disjuntor termomagnético é um daqueles dispositivos que todos temos no quadro elétrico situado à entrada de energia elétrica de nossas casas. A sua função é proteger os circuitos no interior destas. Cada um dos disjuntores é responsável por proteger uma parte da nossa instalação elétrica (iluminação, tomadas, máquina de lavar roupa, etc.).

Os disjuntores protegem os circuitos contra curto-circuito e sobrecarga, disparando quando se verifica uma destas situações e prevenindo assim danos na instalação que podem levar até ao incêndio.
Este tipo disjuntor possui três funções:
1. Manobra (abertura ou fecho voluntário do circuito);
2. Proteção contra curto-circuito que efetua a abertura do disjuntor com o aumento instantâneo da corrente elétrica no circuito protegido;
3. Proteção contra sobrecarga que provoca a abertura quando a corrente elétrica permanece, por um determinado período, acima da corrente nominal do disjuntor.

Curiosidade

Antigamente os circuitos eram protegidos por fusíveis, que foram substituídos pelos disjuntores, pois estes são mais seguros. Os fios que constituíam os fusíveis eram muitas vezes substituídos por fios de maior secção, “conhecidos como gambiarras”, para, assim, não dispararem, o que constitui uma situação de perigo para as instalações elétricas.

domingo, 13 de junho de 2010

O Medidor de Energia Elétrica

Medidor de energia elétrica, também conhecido como “contador”, “relógio” e “medidor” é um equipamento eletromecânico e/ou eletrônico capaz de medir o consumo da energia elétrica. A unidade medida mais usada é kWh.
As principais partes do medidor são: Base, Bloco de Terminais, Tampa, Elemento sensor de corrente, Elemento sensor de tensão, Registrador, Mostrador e Disco (para medidores eletromecanicos).

O medidor só funciona quando a corrente circula, ou seja, quando algum aparelho é ligado na instalação consumidora, e com isso, exige uma circulação de corrente elétrica. Neste exato momento, acontecerá uma interação entre o elemento sensor de corrente e o elemento sensor de tensão, fazendo o mostrador movimentar-se, registrando o consumo da eletricidade.
No futuro próximo, a medição da energia elétrica consistirá na implantação de medidores inteligentes que evitarão fraudes e permitirão que as concessionárias e consumidores tenham mais autonomia para administrar sua oferta/consumo e informações em tempo real. Além disso, a medidores inteligentes promoverá o uso racional da energia elétrica, trazendo economia para os consumidores.
Vale salientar, que o medidor de energia elétrica é um instrumento de medição integrador, isto é, só conseguimos saber o valor consumo da energia atual se possuírmos o valor de consumo de energia anterior. Por isso, é muito importante o controle e a confiabilidade dos dados armazenados nos computadores das distribuidoras de energia elétrica.

Conheça o Condutor Elétrico instalado na sua residência

O condutor elétrico todo corpo que permite movimentação de cargas elétricas no seu interior. São utilizados nas instalações elétricas e podem ser fios ou cabos de cobre ou alumínio capazes de transportar energia elétrica em circuitos com tensões elétricas de até 1000 V.
Os principais componentes de um fio ou cabo de potência em baixa tensão são o condutor, a isolação e a cobertura, conforme indicado na figura.

Para todos fios e cabos elétricos existem uma capacidade de condução de corrente elétrica pré-estabelecida. Sempre que ligarmos numa tomada algum equipamento elétrico, devemos ter o cuidado de verificar qual é a corrente elétrica demandada por este equipamento. Isto é, para não provocar um aumento de temperatura que “derreta” a isolação, colocando a sua instalação elétrica em perigo.
A situação descrita acima, acontece principalmente quando substituímos os chuveiros elétricos ou a sua resistência elétrica por outra que aquece mais. Geralmente, o novo chuveiro ou a resistência necessitam de um condutor com maior capacidade de corrente, para não destruir a isolação

Iluminação por LED

Como funciona o LED?
O LED é um componente eletrônico semicondutor (junção P-N) que quando energizado emite luz visível, ou seja, um diodo emissor de luz (L.E.D = Light emitter diode), que tem a propriedade de transformar energia elétrica em luz.
A luz monocromática do LED é produzida pelas interações energéticas do elétron, e esse processo é chamado eletroluminescência. Tal transformação é diferente da encontrada nas lâmpadas convencionais que utilizam filamentos metálicos, radiação ultravioleta e descarga de gases, dentre outras.
O LED é um componente do tipo bipolar, ou seja, tem um terminal chamado anodo e outro, chamado catodo. Dependendo de como for polarizado, permite ou não a passagem de corrente elétrica e, conseqüentemente, a geração ou não de luz.
O componente mais importante de um LED é o chip semicondutor responsável pela geração de luz. Devido à ausência da radiação infravermelha faz com que o feixe luminoso seja frio.
Benefícios no uso dos LEDs

•Custos de manutenção reduzidos: Em função de sua longa vida útil, a manutenção é bem menor, representando menores custos.
•Eficiência: Apresentam maior eficiência que as Lâmpadas incandescentes e halógenas e, hoje, muito próximo da eficiência das fluorescentes.
•Baixa voltagem de operação: Não representa perigo para o instalador.
•Resistência a impactos e vibrações: Utiliza tecnologia de estado sólido, portanto, sem filamentos, vidros, etc., aumentando a sua robustez.
•Ecologicamente correto: Não utiliza mercúrio ou qualquer outro elemento que cause dano à natureza.

domingo, 7 de fevereiro de 2010

Energia Solar a Energia do Futuro

Estou disponibilizando uma simulação do futuro da energia solar que encontrei "surfando" na Internet. Esse tipo de tecnologia quando totalmente conhecida e economicamente viável, será a "redenção" desse planeta em matéria de energia limpa e renovável.

A Evolução da Educação ou “Educassão"

Caros amigos,

Recebi esse texto escrito pela Professora Antonia Franco, muito interessante e atual, por isso transcrevo para o meu blog.

"A Evolução da Educação"

"Antigamente se ensinava e cobrava tabuada, caligrafia, redação, datilografia....
Havia aulas de Educação Física, Moral e Cívica, Práticas Agrícolas, Práticas Industriais e cantava-se o Hino Nacional, hasteando a Bandeira Nacional antes de iniciar as aulas...

Leiam relato de uma Professora de Matemática:

Semana passada comprei um produto que custou R$15,80. Dei à balconista R$ 20,00 e peguei na minha bolsa 80 centavos, para evitar receber ainda mais moedas. A balconista pegou o dinheiro e ficou olhando para a máquina registradora, aparentemente sem saber o que fazer.
Tentei explicar que ela tinha que me dar 5,00 reais de troco, mas ela não se convenceu e chamou o gerente para ajudá-la. Ficou com lágrimas nos olhos enquanto o gerente tentava explicar e ela aparentemente continuava sem entender. Por que estou contando isso?

Porque me dei conta da evolução do ensino de matemática desde 1950, que foi assim:

1. Ensino de matemática em 1950:
Um lenhador vende um carro de lenha por R$ 100,00. O custo de produção é igual a 4/5 do preço de venda. Qual é o lucro?

2. Ensino de matemática em 1970:
Um lenhador vende um carro de lenha por R$ 100,00. O custo de produção é igual a 4/5 do preço de venda ou R$80,00. Qual é o lucro?

3. Ensino de matemática em 1980:
Um lenhador vende um carro de lenha por R$ 100,00. O custo de produção é R$80,00. Qual é o lucro?

4. Ensino de matemática em 1990:
Um lenhador vende um carro de lenha por R$ 100,00. O custo de produção é R$80,00. Escolha a resposta certa, que indica o lucro:
( )R$ 20,00 ( )R$40,00 ( )R$60,00 ( )R$80,00 ( )R$100,00

5. Ensino de matemática em 2000:
Um lenhador vende um carro de lenha por R$ 100,00. O custo de produção é R$80,00. O lucro é de R$ 20,00.

Está certo?
( )SIM ( ) NÃO

6. Ensino de matemática em 2009:
Um lenhador vende um carro de lenha por R$100,00. O custo de produção é R$ 80,00.Se você souber ler coloque um X no R$ 20,00.
( )R$ 20,00 ( )R$40,00 ( )R$60,00 ( )R$80,00 ( )R$100,00

7. Em 2010 vai ser assim:
Um lenhador vende um carro de lenha por R$100,00. O custo de produção é R$ 80,00. Se você souber ler coloque um X no R$ 20,00. (Se você é afro descendente, especial, indígena ou de qualquer outra minoria social não precisa responder)
( )R$ 20,00 ( )R$40,00 ( )R$60,00 ( )R$80,00 ( )R$100,00

E se um moleque resolve pinchar a sala de aula e a professora faz com que ele pinte a sala novamente, os pais ficam enfurecidos pois a professora provocou traumas na criança.

Em 1969 os Pais do aluno perguntavam ao "aluno": "Que notas são estas...???"

Em 2009 os Pais do aluno perguntam ao "professor": "Que notas são
estas...???"

Essa pergunta foi vencedora em um congresso sobre vida sustentável.

"Todo mundo 'pensando' em deixar um planeta melhor para nossos filhos...
Quando é que 'pensarão' em deixar filhos melhores para o nosso planeta?"
Passe adiante!

Precisamos começar JÁ!

Uma criança que aprende o respeito e a honra dentro de casa e recebe o exemplo vindo de seus pais, torna-se um adulto comprometido em todos os aspectos, inclusive em respeitar o planeta onde vive... "

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

Fonteiras de Conhecimento

Com as mudanças introduzidas devidos aos avanços da tecnologia da informação combinada com o acesso, com custo reduzido, das comunicações estamos desconstruíndo um mundo de fronteiras físicas e transformando para "Fronteiras de Conhecimento".
A "Fronteira de Conhecimento", já em fase de estruturação, me leva para alguns questionamentos:
1- A onde chegaremos ?
2- Vamos todos para esse novo mundo ou alguns ficarão para trás?
3- Vamos ter regiões ricas e fechadas e outras regiões pobres, com excesso de mão de obra semi-qualificadas, para serem escravizadas pelos grandes aglomerados que controlarão o conhecimento global, as pesquisas e desenvolvimento (P&D)?
4-O Brasil será uma grande fábrica ou um grande celeiro dependente do conhecimento externo?
5-Iremos ter uma grande quantidade de pessoas sem perspectiva de uma vida digna(educação + saúde publica adequada), dependendo exclusivamente do "sopão" = bolsa família e do conhecimento externo?
Finalmente chegamos a uma verdadeira encruzilhada, pois futuro do Brasil depende do caminho que iremos seguir, neste momento atual. Também acho, que estamos tentando adiar a todo custo a decisão de qual caminho a seguir, por nossa falta de capacidade de decidir como nação ou estamos contando com a ajuda da famosa "Lei de Gerson".

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

Visita a cidade de Embu - SP

Próximo a cidade de São Paulo existe uma cidadezinha conhecida como "Embu das Artes".
Recomendo ir visitá-la na sua próxima viagem a SP.
Painel feito com fotos dos quadros exibidos nas ruas por seus artistas.



Recomendo o passeio, para quem gosta de artes e artezanatos.

domingo, 20 de setembro de 2009

XIII Meia Maratona Internacional do RJ

“Considerado o trajeto mais lindo do mundo”. Devo dizer que não é exagero, não. Tenho certeza que essa foi à corrida com o percurso mais bonito e agradável de todas as corridas que ainda vou participar. Correr ao lado do mar por quase todo o percurso e estar cercado de toda beleza natural da Cidade Maravilhosa foi uma experiência extraordinária. Estou muito feliz de ter concluído a minha primeira Meia Maratona tendo o privilégio de iniciar neste tipo de corrida (21 K) no Rio de Janeiro. Vou voltar nos próximos anos. Com certeza!
A minha participação na meia do Rio, começou com a saída de Salvador no sábado (05/09/2009). Fomos de avião e a minha esposa foi junto para ser a “torcida organizada”, o que foi legal, pois tive o seu apoio antes e depois da prova. Ficamos hospedados num hotel próximo a largada da Meia. Por sinal, sugiro aos corredores. A diária é razoável nessa época do ano e no dia da corrida é só caminhar duas quadras e você tá na boca da chegada. Trata-se Scorial Hotel, ali próximo ao Largo do Machado.
Dia da Prova
A largada ocorreu as 8h50, conforme programado. O clima estava ótimo para correr. Amanheceu sem chuva com céu nublado. Meu maior receio era que saísse um sol forte. Mas até nisso o “Senhor do Bomfim” nos ajudou. O dia da corrida estava ótimo, principalmente para um iniciante. A temperatura na largada era por volta dos 29ºC. Não tive informação sobre a umidade, mas obviamente era bem alta devido à proximidade ao mar.
Gostaria de destacar a organização da corrida. Tudo funcionou muito bem. Considerando a proporção desse evento, com mais de 17.000 inscritos, a chance de dar algo errado é muito grande.

Minhas metas para a Meia Maratona do Rio eram:
1- Completar a corrida e manter um rítimo médio inferior a 7 minutos/km. Temia estar cansado, ou ser pego pelo sol forte e calor típico do Rio de Janeiro. Completar a corrida sem lesões ou esforços exagerados já seria uma vitória;
2-Manter os batimentos cardíacos abaixo dos 170 bpm;
3- Beber um gel nutricional a cada 5 km.

Meia Maratona do Rio - Ritmo
Seguir a risca o que foi planejado e a largada foi tranquila e no Km 1 já estávamos numa pequena subida do viaduto, ao passar pela via elevada a gente sentia que estava praticamente no mar. As ondas fortes batendo nas pedras e aquele marzão faziam você esquecer que estava fazendo um esforço físico. Aos 4.8 km comecei a sentir um pequeno incomodo pelo corpo, aproveitei o sinal e bebi o primeiro GUT, dez minutos depois me senti bem melhor.
No km 09, senti um pouco de cansaço, repeti a dose. Isto é tomei outro GUT, novamente dez minutos depois o cansaço tinha melhorado. Aos 14 km, tomei o ultimo GUT e logo após encontrei com a tenda da nossa equipe e ganhei um Gatorrade “geladinho”.
Meus amigos, foi nesse momento que cometi um erro, achei que a prova estava no “papo” e perdi a concentração nos últimos 6 km. Foi a parte mais dura da corrida pois o retorno no aterro do flamengo Km 18 nunca chegava. Quando avistei a placa do Km 18, fiz o retorno e percebi que teria energia suficiente para acabar sem nenhum problema e fiz os últimos 3 Km na maior concentração.
Cruzei a chegada com 2h29m44s. Fiquei muito satisfeito com o tempo e com a certeza que poderia até ter feito um tempo melhor se tivesse forçado mais.
Minha classificação ficou assim:



Tempo Líquido: 02:29:44
Classificação Geral: 8117°
Classificação Faixa: 1156º
Ritmo Médio: 6,56min/km
Velocidade Média:8,6 km/h

domingo, 24 de maio de 2009

A Crise segundo Albert Einstein

“Não podemos querer que as coisas mudem, se sempre fazemos o mesmo. A crise é a maior benção que pode acontecer às pessoas e aos países, porque a crise traz progressos. A criatividade nasce da angústia assim como o dia nasce da noite escura. É na crise que nascem os inventos, os descobrimentos e as grandes estratégias. Quem supera a crise supera a si mesmo sem ter sido superado.
Quem atribui à crise seus fracassos e penúrias, violenta seu próprio talento e respeita mais aos problemas do que às soluções.
A verdadeira crise, é a crise da incompetência. O inconveniente das pessoas e dos países é a dificuldade para encontrar as saídas e as soluções. Sem crises não há desafios, sem desafios a vida é uma rotina, uma lenta agonia. Sem crises não há méritos. É na crise que aflora o melhor de cada um, porque sem crise todo vento é uma carícia. Falar da crise é promovê-la e calar-se na crise é exaltar o conformismo. Em vez disto, trabalhemos duro. Acabemos de uma vez com a única crise ameaçadora,” que é a tragédia de não querer lutar para superá-la."

sábado, 4 de abril de 2009

Partcipação no Comitê Técnico Setorial Nacional em Goiânia - GO

No período de 01 a 03 de abril, participei do Comitê Técnico Setorial Nacional promovido pelo SENAI, para desenvolvimento do perfil profissional de qualificação do Eletricista de Redes de Distribuição Aéreas de Energia Elétrica.
A metodologia de constituição dos comitês é muito interessante, pois tem como perspectiva de integrar o mundo do trabalho com o acadêmico. Seu objetivo é subsidiar o SENAI para preparar mão de obra qualificadas com as caraterísticas demandadas pelo mercado de trabalho.
Os comitês são compostos de especialistas das áreas de tecnologias, educação profissional, representantes dos sindicatos de empregados e patronais, órgãos públicos e associações.
Neste 03 dias de discussões "calorosas" sobre como é, e será a profissão do Eletriscita de RD, conseguimos propor um perfil onde, no meu entender, o maior ganho foi o reconhecimento e a valoração desse profissional.
Acreditamos que a disponibilização desse tipo de qualificação para sociedade, por uma instituição de ensino do porte do SENAI, será o começo do fim das "brasílias amarelas com escadas em cima", que atuam nas redes de energia, TV a cabo, telefônicas, iluminação pública e etc.
Proponho a disseminação e implementação dessa metodologia para toda a educação (básica, média, profissional e universitária) pública ou privada, visando enfrentar os novos desafios decorrentes das transformações tecnológicas e sociológicas apresendada neste início dessa nova sociedade do conhecimento. Os resultados a serem alcançados proporcionarão uma profunda reforma na educação que estamos oferecendo aos jovens do futuro e uma redução significante as interferências "nefastas" das politicagens partidárias na construção do conhecimento desse país.

domingo, 22 de março de 2009

Regulamentação das Profissões Operacionais

Um ensinamento, que tento aplicar constantemente na minha vida: " Ensine a pescar, em vez de dá o peixe". Portanto, vocês já tem a minha opinião sobre o programa do bolsa família. Temos vários profissionais tais como: Eletricistas de Redes Distribuição, Vaqueiros, Pilotos agrícolas, Operadores de máquinas agricolas, Instaladores de cabeamento estruturado, Operadores de guindautos, Pedreiros, Encanadores entre outras, que aprenderam essas profissões ao acaso ou por tentativa e erros. Consequentemente, muitos acabam se acidentando e as despesas do tratamento sempre paga por nós, contribuintes.
O Brasil está cheio de jovens pobres de 18 a 24 anos sem nenhuma profissão. Então proponho, urgentemente, uma reforma no ensino público onde se regulamente estas profissões operacionais e ofereça a esses jovens uma oportunidade de aprender corretamente as atividades dentro das normas de segurança, visando a redução de acidentes no trabalho.
Nosso bolso agradece !!!!!!

domingo, 8 de março de 2009

Shagri-lá Soterapolitano !!!

Passeando pela orla da Pituba até Porto da Barra de bike, fiquei observando o comportamento do "baiano legítimo", aquele que vive no Nordeste de Amaralina, nos guetos do Vale das Pedrinhas e Alto das Pombas e pensei, será que esse pessoal já tinha encontrado o seu "shagri-lá baiano"? Um lugar paradisíaco situado próximo as belas praias da Pituba, Rio Vermelho e Ondina com vistas maravilhosas e onde o tempo parece deter-se em ambiente de felicidade e saúde, com a convivência harmoniosa entre pessoas dos mais diversos guetos.
Por outros lado, esse encontro dominical nas areias quentes dessas praias banhadas por águas abençoadas por Yemanjá pode ser a promessa de uma sociedade nova e possível, no qual alguns escolhem passear e "deleitar" o domingo, em vez de ficar no seu lar um lugar assustador e opressivo, do qual todos resolvem fugir.
Esse pensamento me incomodou, pois se for verdade, não teremos esses guetos brigando por melhoria, reformas ou mesmo transformando seu lares ambiente dignos, justos e com infraestrutura pública ( saúde, educação e segurança).
Na minha concepção só existe mudança em uma sociedade, quando essa mesma sociedade está incomodada com a maneira que se vive. Agora imagine se todo fim de semana você pode ir para seu "shangri-lá", será que teremos a mesma disposição para brigar por mudanças???

O que é a Supercondutividade?

Foi descoberta em 1911 pelo físico holandês Kamerlingh Onnes, onde se verificou que algumas substâncias, a temperatura muito baixas (próxima de zero absoluto = -273,15 °C), apresentam resistência elétrica praticamente nula. Esse fenômeno recebeu o nome de supercondutividade e, quando o material se encontra nesse estado, ele é denominado supercondutor.
Imagine que, se uma corrente elétrica for estabelecida em uma espira feita de material supercondutor, está corrente permanecerá indefinidamente, mesmo que a fonte de tensão que a estabeleceu seja retirada do circuito.
Os materiais supercondutores poderão desempenhar, no futuro, um papel importantíssimo na transmissão de energia elétrica. É um fato conhecido que, na distribuição da eletricidade há uma perda considerável pelo efeito Joule (aquecimento) em virtude das resistências dos condutores.
Considerando a possibilidade de se construir condutores com esses materiais supercondutores, teríamos toda energia gerada na usina elétrica totalmente utilizada pelos consumidores. Entretanto, na atualidade, é praticamente impossível construir as redes de distribuição - RD e as linhas de transmissão – LT, pois seriam necessários manterem os cabos a uma temperatura próxima de zero absoluta, o que é tecnicamente impossível.
Quando o desenvolvimento tecnológico encontrar uma solução para este problema, a energia que é atualmente dissipada nos cabos transmissores poderá ser totalmente aproveitada e devido a isto, teremos uma economia igual à construção de várias usinas geradoras de energia elétrica. O meio ambiente agradece!!!

A “Terra”, um grande Ímã.

A Terra se comporta como um ímã, estabelecendo que o pólo norte magnético situa-se próximo ao pólo sul geográfico e o pólo sul magnético próximo ao seu pólo norte geográfico. Lembramos que o eixo geomagnético, que liga os pólos norte e sul magnético, não coincide com eixo geográfico da terra. Isto é, forma um ângulo de aproximadamente 13 º e, assim o pólo sul magnético está situado a cerca de 1300 km do pólo norte geográfico, em um ponto ao norte da baía de Hudson, no Canadá.
Durante muito tempo, os cientistas acreditaram que o magnetismo terrestre estava relacionando com os minérios derretidos existentes dentro do núcleo da Terra. Estes seriam os responsáveis pela existência do campo magnético. Estes estudos ainda não foram totalmente comprovados.
Até este momento, ainda não existe uma explicação completa e detalhada da origem do campo magnético terrestre. A teoria mais aceita é a de que este campo seja criado por enormes corrente elétricas, circulando na parte líquida (magma) no interior da Terra, que é altamente condutora.
O que há de mais interessante sobre o campo magnético do nosso planeta são as várias inversões de polaridade que já houve. Observações geológicas permitiram concluir que o sentido da polaridade terrestre foi invertido cerca de 170 vezes nos últimos 17 milhões de anos, ou seja, os pólos sul e norte magnéticos trocam de posição, em média, a cada 100.000 anos! Então vamos esperar .......

domingo, 1 de março de 2009

Novo Padrão de Tomadas e Plugues, até 2010 !!!

Com aprovação da norma NBR 14136:2002, ficou estabelecido a padronização dos plugues em dois modelos: pino redondo com dois terminais e pino redondo com três terminais, sendo um terminal terra. O encaixe do plugue terá o formato hexagonal e as tomadas, nas quais o encaixe será feito, terão um baixo relevo de oito a 12 milímetros de profundidade. Este formato cria uma espécie de "buraco" onde o plugue ficará fixado, evitando folgas e riscos de acidentes.
O antigo pino "chato" deixa de existir com o novo padrão, permanecendo apenas os terminais redondo. Também será proibida a fabricação dos "benjamins" (chamados de "T"), que evitará o excesso de carga concentrada em um único ponto da instalação, exigindo assim um maior planejamento nas instalações.
A tomada - padrão brasileiro- teve que se adequar aos novos plugues, isto evitará o aquecimento do condutor e conseqüentemente, o desperdício da energia elétrica . Outra exigência do novo padrão é a presença do terceiro pino (condutor terra), para adaptá-lo ao sistema de aterramento das instalações elétrica (exigência NBR 5410).
A padronização prevê dois tipos de tomadas: de 10A e de 20A, que se diferem em relação ao orifício para encaixe dos plugues. Dessa forma, a tomada de 10A não aceita plugues de 20A. Já a tomada de 20A aceita a inserção de ambos.
Lembramos também, que somente instalar a tomada com terceiro pino não protege contra descargas se o aterramento (fio terra) não estiver instalado. Então, além de instalar as novas tomadas, devem adequar as instalações prediais.
A data limite para comercialização desses equipamentos é 01 de janeiro de 2010, até lá ....

Certificações das Instalações Elétricas Prediais.

Qualquer instalação nova, ampliação ou reforma de instalações elétricas existentes devem ser inspecionadas e ensaiadas, durante a execução e/ou quando concluída, antes de ser colocada em serviço pelo usuário, de forma a se verificar a sua conformidade com a NBR 5410 – Instalações Elétricas de Baixa Tensão.
A partir do ano 2009, no Estado de São Paulo, será obrigatória a avaliação de conformidade das instalações elétricas e a sua liberação será fornecida pelo Corpo de Bombeiros. Conheça os itens que serão avaliados:
1. Se há um projeto da instalação elétrica ou reforma e está de acordo com o que foi instalado;
2. As caixas de ligação devem estar sempre tampadas;
3. Os produtos e dispositivos de proteção (disjuntores, fios e cabos, reatores e lâmpadas
fluorescentes, interruptores e tomadas) devem possuir o selo do IMMETRO;
4. As emendas dos fios e cabos não podem estar dentro de eletrodutos. Devem estar sempre
dentro das caixas de passagens, e bem isoladas;
5. As tomadas precisam ser do tipo com contato de aterramento, ou seja, dois pólos e terra, conforme exigido pela NBR 14136;
6. O fio terra deve estar instalado em todas as tomadas e nos pontos de iluminação e deve ser
com capas nas cores verdes e amarela, ou simplesmente verdes;
7. Os circuitos de iluminação não devem estar com os circuitos que atendam às tomadas,
somente em casos especiais;
8. Os circuitos de iluminação devem ser instalados com fio de secção maior ou igual a 1,5 mm2;
9. Os circuitos de tomadas de uso geral devem ser instalados com fio de secção maior ou igual a 2,5 mm2;
10. É necessário ter pelo menos um Dispositivo Residual (DR) de 30 mA instalado no quadro de distribuição;
11. Se existe algum condutor neutro sendo utilizado como condutor de proteção (fio terra), neste caso deve ser eliminado;
12. Os eletrodutos devem possuir folga de aproximadamente de 50% em seu interior após a passagem dos condutores;
13. O quadro de distribuição deve possuir proteção para que os usuários não tenham acesso às partes vivas;
14. O quadro de distribuição não deve ser construído com material combustível como madeira, por exemplo, e deve ser identificado na parte externa;
15. O quadro de distribuição deve estar localizado longe de áreas molhadas, fonte de gás e tem de estar desobstruído para fácil acesso;
16. Os dispositivo de proteção (disjuntores, fusíveis e DRs) devem possuir identificação para que o usuário identifique a que circuito cada proteção pertence;
17. A cor do fio neutro deve ser sempre azul-clara;
18. Teste o DR acionando o botão teste. Este deve interromper a passagem da corrente elétrica;
19. Verifique a continuidade do condutor de proteção, dos equipamentos até a haste de aterramento;
20. Verifique se a haste de aterramento existe e não estar danificada e se está conectado o fio terra.
21. Verifique se não há fios soltos no piso, nas paredes, no teto, mesmo que sobre forros ou revestimentos;
22. Verifique o funcionamento operacional das instalações, e se não há algum componente visualmente danificado; Troque-o.
Caro leitor, agora que você conhece os itens da certificação, aproveite e faça uma inspeção na sua residência. Verifique se a instalação elétrica da sua casa passaria na avaliação!!!
Segundo a Associação Brasileira de Conscientização para os Perigos da Eletricidade (Abracopel), em 2003, foram registradas 286 mortes e mais de 300 casos de acidentes, com lesões graves, em instalações elétricas má conservadas

O Choque Elétrico !!!

O corpo humano é movido pela eletricidade. É ela que, através dos impulsos elétricos do Sistema Nervoso, nos faz sermos o que somos.
O nosso Sistema Nervoso é bidirecional, ou seja, os impulsos elétricos vão para o cérebro e também dele emanam. Eles são de uma amplitude muito pequena, medida em miliampères (hum miliampère equivale a 1 Ampère dividido por 1000). Para se ter uma idéia, uma lâmpada de 100 Watts (W) consome 0,46 Ampères se estiver ligada em 220 Volts. Já a corrente que circula em nosso corpo dificilmente ultrapassa os 25mA (25 miliampères), é tão pequena que, para medir essa corrente, os médicos necessitam de aparelhos muito sensíveis, como os usados para eletroencefalogramas, eletrocardiogramas e eletroneuromierografias.
O choque elétrico no corpo humano propriamente dito depende três fatores: tensão, resistência e área de contato.
A tensão é medida em Volts (V), também conhecida por voltagem. Em nosso dia a dia, temos desde os 1,5V de uma pilha pequena, passando pelos cerca de 110/220V de nossas residências e pelos 13.800V (=13.8 kV) de tensão primária da companhia distribuidora de energia elétrica, até os 69.000V(=69kV) ou mais das linhas de transmissão.
A resistência é medida em Ohms (Ω) e quanto menor ela for maior poderá ser o choque que levaremos. Quando levamos um choque, é o nosso corpo que oferece resistência à passagem da corrente elétrica, em média ele equivale aproximadamente 300 Ω (Ohms).
A área de contato é muito importante, pois quanto maior ela for e quanto mais umidade contiver, maior também será o choque elétrico.
É a partir dos 30mA (30 miliampères) que a corrente pode começar a provocar efeitos danosos em nosso corpo, indo desde um leve formigamento, passando pela paralisia momentânea e pela tetanização (rigidez total dos músculos), e podendo chegar a fibrilação (movimentos descoordenados do coração), parada cardíaca ou respiratória.
As conseqüências do choque elétrico dependem principalmente:
1- do percurso da corrente no corpo humano;
2- da intensidade e do tempo de duração;
3- das condições orgânicas do indivíduo.

Como a Energia Elétrica é produzida ?

Como a energia elétrica é gerada?
A energia elétrica provém do movimento de elétrons ou íons que é produzido numa máquina chamada de gerador elétrico. Para ser produzida em grandes quantidades utilizamos diversas fontes, tais como: a força das águas; os ventos; o sol; a biomassa; os combustíveis fósseis e nucleares.
O Brasil possui vários rios, portanto a nossa energia elétrica é produzida principalmente por hidrelétrica (mais de 90%). Ainda assim, possuímos a eletricidade gerada em termelétricas que utilizam à fissão nuclear, carvão mineral e óleo combustível.
Como é produzida energia em hidrelétricas?
Para transformar a energia mecânica em energia elétrica, geralmente interrompe-se um rio construído uma barragem. Isto provoca a formação de um lago artificial chamado reservatório. A água captada no reservatório é conduzida até a casa de força através de canais, túneis e/ou condutos metálicos fazendo movimentar uma turbina e também o gerador, pois este é acoplado mecanicamente à turbina. Após passar pela turbina hidráulica, na casa de força, a água é restituída ao leito natural do rio, através do canal de fuga.
A energia elétrica produzida no gerador é levada através de condutores até o transformador elevador, onde tem sua tensão (voltagem) aumentada, para uma condução adequada através de linhas de transmissão, até os centros de consumo.
O que é Watt-hora?
A energia elétrica é medida em Watt-horas, mais na prática é utilizado o quilowatt-hora (kWh); ou seja, é o consumo de 1000 Watts em 1 hora. Para descrever seus múltiplos utilizam-se as palavras gregas:
k (kilo)= mil =>kWh 1.000 Wh = 1 kWh
M (mega)= milhão =>MWh 1.000.000 Wh = 1MWh
O aparelho que se mede a energia elétrica é o "Medidor de Energia Elétrica".

O que é Eletricidade Estática ?

Qual a finalidade das correntes de ferro pendurada embaixo dos caminhões que transportam combustíveis, de modo que uma extremidade toca no chão?
Estando o caminhão tanque em movimento, ele está constantemente colidindo com as moléculas presentes do ar e também atritando o combustível transportado com o tanque. Essas colisões, o atrito, são capazes de desequilibrar os átomos das partes metálicas do caminhão, deixando-o eletricamente carregado. A finalidade da corrente é fazer com que escapem para a terra as cargas elétricas que se acumulam devido o atrito, estando o caminhão parado ou em movimento.
Ao estacionar o caminhão, ele ainda poderá esta com falta ou excesso de elétrons. Para minimizar o risco de acidentes, torna-se obrigatório aterrar o caminhão, pois ao aproximar a mangueira do bocal do tanque para esvaziamento do combustível, poderá formar-se uma faísca devido à eletricidade estática acumulada, com potencial para inflamar os gases combustíveis, causando um incêndio ou uma bela explosão!!!
Observe que nos aeroportos, os reabastecimentos dos aviões utilizam os mesmos procedimentos de aterrar as partes metálicas.

domingo, 25 de janeiro de 2009

Chile - Parque Torres Del Paine

Dia 14 a 16/01/2006 – Visita a Punta Arena e Puerto Natales

Chegamos a Punta Arena através de seu pequeno e moderno aeroporto. No caminho para a cidade visualizamos o Estreito de Magalhães, ligando o oceano Atlântico ao Pacífico e vice-versa. Do outro lado, enxergamos a Terra do Fogo, a ultima faixa de terra do continente sul americano.
Para nossa surpresa, Punta Arena é uma cidade muita bem estruturada com aproximadamente 120.000 habitantes, com todo conforto de uma cidade moderna. Pegamos um ônibus para a cidade Puerto Natales que fica distante 270 km, e leva aproximadamente 03 horas de viagem pelas pl
anícies imensas da Patagônia. Visualizei muitas ovelhas naquela imensidão e a baía da “Ultima Esperança”
Nosso objetivo de ir Puerto Natales, foi visitar o “Parque Torres Del Paine” que fica a 150 km ao norte. Na minha opinião, tive o privilégio de conhecer um dos lugares mais bonitos do “planeta Terra”. Ótimo, para visitar e fazer trekking.
Se apreciar anda
r “a pé” em contato com a natureza este é o “lugar”. Nesta região você se deslumbra com os tamanhos e as forças dos ventos, montanhas, lagos, rios e geleiras.
Como planejei pouco tempo para conhecer o “Parque Torres Del Paine”, ao sair de lá, tive a certeza que voltarei.
Utilizamos a empresa aérea chilena Sky Airline para a viagem dentro do Chile, pois foi quem ofereceu a melhor tarifa. Reservamos as passagens através da Internet, mas só compramos em Santiago. Uma dica, reserve no mínimo três dias para visitar o parque. Você pode obter maiores informações através do site: http://www.sernatur.cl/

quarta-feira, 14 de janeiro de 2009

Chile - Cidades Puerto Varas y Puerto Montt

Dia 10 a 13/01/2006 – Visita a Porto Varas e Porto Montt

Partimos de ônibus da empresa Pullman da cidade de Santiago às 20h30. A distância até Porto Varas é de aproximadamente 950 km, que são percorridos em 12horas de viagem devido à ótima rodovia Pan-americana.
Porto Varas uma cidade com aproximadamente 20 mil habitantes localizada a margem do lago LLanguilue ( = água profundas) e próximo ao vulcão Osorno ( = demônio das neves). Sua principal fonte de renda é o turismo. Já a cidade de Porto Montt fica distante 20 km de Porto Varas e possui 200.000 habitantes, uma cidade comercial, maior porto de exportação de salmão, morangos e cerejas.
O lago llanguilue foi formado por 85% de chuvas 15% de águas derretidas das neves pelos vulcões Osorno (foto ao lado) e Cabulco. Possui profundidade de 350 metros é ocupa uma área de aproximadamente 100 km2. Locais que visitamos e vale apenas ir:
- Dane´s Cafés e Restaurante -> Comer “Congriu” na chapa e vinhos Santa Digna e Esmeralda Real;

- Passeio em Frutillar -> Uma pequena cidade fundada em 1945, com arquitetura e a cultura totalmente alemã;
- Passeio no Vulcão Osorno -> Muito legal para quem subir no teleférico até a base glacial;
- Passeio a Peulla (foto ao lado)-> A viagem é muito confortável e possuem belas paisagens. Os hotéis em Peulla ficam um pouco a desejar. Comida “Cara” e sem opção para quem não quiser pagar os passeios.

sábado, 10 de janeiro de 2009

Chile - City Tour em Santiago

Dia 09/01/2006 – City Tour Santiago
Hoje, optamos em fazer um passeio pelo a cidade histórica de Santiago. Para isso, utilizamos um guia (Chile – Fodor`s) e iniciamos a tour pela Plaza da Armas.
Depois encaminhamos para uma visita ao Parque Metropolitano, onde subimos o “Cerro San Cristobal”, utilizando o teleférico (=$1200,00 pesos) e descemos pelo funicular ( = $1200,00 pesos). No topo da serra está localizada a Virgem da Imaculada Concepcion , onde o papa João Paulo ministrou uma missa na sua visita ao Chile. Neste mesmo parque encontra-se o Jardim Botânico e o Zoológico.
Outro passeio recomendado é visitar e garimpar as lembranças em várias galerias com lojas de artesanato, existentes no Centro de Santiago.

A seguir algumas dicas para ser utilizada quando visitar à cidade de Santiago:
1- Os banheiros (Banos) são limpos e normalmente custam $ 200,00 pesos por pessoa;
2- Jovens menores de 18 anos são proibidos acesso adentrar em lugares que servem bebidas e cigarros;
3- O bilhete do metrô tem um preço de $320,00 fora da hora do “Rush” (07:00 às 08:59h) e um preço de $ 420,00, entre 18:00 às 20:59h;
4- No verão o dia escurece a partir das 21:00h;
5- Para comprar de passagem de ônibus para Porto Varas e Porto Montt pode-se utilizar as lojas da Pullman e Tur-Bus, existentes na estração de metrô Universidade do Chile;
6- Também é possível fazer câmbio com Real;
7- As melhores taxas para câmbios encontram-se em casa situadas na rua Agustinas;
8- Os melhores cafés para adultos homens são os cafés Haiti e Caribe localizados na região Centro;
9- Todas rodoviárias possuem quarda-volumes (custodia);
10- No Chile a tensão elétrica é de 220 Volts;
11- Nos sanduíches completos você encontra abacate (Palca) amassados;
12- Dê preferência a utilização de tênis para passeio, pois Santiago se conhece caminhando;
13- Nas contas de bares e restaurantes não estão incluídos os 10%.

quinta-feira, 8 de janeiro de 2009

Chile - Valparaíso y Vina Del Mar

Dia 08/01/2006 – Valparaíso y Vina Del Mar

Hoje resolvemos conhecer as duas cidades mais famosas do Chile. Como é verão, o sol fica “acordado” até às 21h, então é possível ir de Santiago até as duas cidades e retornar para a capital do Chile.
Fomos de ônibus da empresa Condor, que sai do terminal São Borja, e comprando o bilhete de ida e volta, tem um abatimento. (Ida = $ 4.000,00 e Volta = $ 2.100,00 pesos).
Passamos pelo vale do vinho na cordilheira do Andes e fiquei impressionado pela a quantidade de “parreiras” que encontramos e a infraestruturas das vinícolas. Para minha admiração foi com a estrada (rota 68), pista dupla privatizada com todos acessórios: atendimentos médicos, telefones a energia solar e socorro mecânico. Quando teremos a nossa BR 324 na mesma situação? Vale apenas ressaltar, que a economia do Chile é menor do que a de São Paulo.
Chegamos a Valparaíso as 11:00h e fiquei deslumbrado com a cidade. Antigamente, tinha sido um porto marítimo mais importante da América do Sul, mais com abertura do canal do Panamá hoje é, o principal porto marítimo de exportação do Chile. É uma cidade que mistura o passado com o presente com seus “los miradores”, “paseos” e “plazas”. O antigo com o presente junto, muito interessante essa “mistura”. Encontramos ainda, muita gente de vários lugares do mundo visitando essa bela cidade cheia de “funiculares” (14), ligando o alto da serra com a parte baixa da cidade. Um verdadeiro labirinto de pequenas ruas que vocês vão descobrindo vista cada vez mais maravilhas e seus belos restaurantes e pousadas aconchegantes.
Recomendamos fazer uma refeição nessa cidade saboreando um peixe chamado “congrio”, uma delícia!!!!!
Vina Del Mar uma cidade muito próxima totalmente diferente, moderna, rica e com belos balneários e seu famoso cassino. Cidade de filme de hollywood.
Faço a seguinte comparação: “Uma é a irmã mais velha cheia de sabedoria e história e a outra, a mais nova, cheia de beleza e arroubos da juventude”.

quarta-feira, 7 de janeiro de 2009

Chile - Acompanhe a Viagem 1 e 2 dias

Caros amigos.
Resolvir passar as minhas férias no Chile, e para vcs estou disponibilizando as minhas experiências para servir de bases para as suas futuras viagens a este país.
Vale apenas vir no verão. Temos uma impressão que só devemos fazer turismo no Chile só no inverno. O que é totalmente errado.
Segue o meu relato dia-a-dia.

Dia 06/01/2006 - Santiago
Partimos da cidade do Salvador no vôo 1697, da companhia Gol, previsto para 12h50 mais só embarcamos as 13h30. Paramos no Rio de Janeiro para Santiago, com escalas em Buenos Aires. Como de “praxe” chegamos às 2h30, atrasados em uma hora. Não recomendo esse vôo (7456), pois é um verdadeiro “pinga-pinga”.
Hotel Panamericano*** - Rua Teatinos 320 – Fone 672-3060 –
http://www.hotelpanamericano.cl/
Informação importante - Como o Chile é um grande produtor de produtos agrícolas, a fiscalização na fronteira é muito rígida com a alimentação que estamos carregando tais como: (mel, frutas e propólis).
Cambio no aeroporto: U$ 100,00 = $ 61.100,00 pesos – U$ 917,00 pesos = $ 60.183,00 pesos líquidos.

Dia 07/01/2006 - Santiago
Acordamos às 10h00 e quando chegamos ao café da manha do hotel ficamos surpresos, pois não tinha mais nada. Imediatamente os garçons muito atenciosos providenciaram a reposição de todos os produtos. Fizemos uma boa refeição matinal.
Contatamos com as empresas de turismos para reservar a parte faltante da nossa viagem ao parque Torres Del Paine na Patagônia.
CTS – Turismo 251-0400
Sky Airline – 353-3169 (Passagem aérea)
Conseguimos resolver todas as pendências de passagem e hospedagem em Porto Natales e ficamos muito impressionados com o atendimento oferecidos pelos os chilenos, cortes e atenciosos.
Almoçamos num restaurante de auto-serviço no centro da cidade, excelente. A comida era farta e bem temperada. Na cidade tem vários carrinhos com motte e hesillos.....
Foi muito legal à volta ao café Haiti para beber um café chileno e olhar para as “pernas” das chilenas. A minha filha que ficou com muito ciúme, mais do que a minha “may-mai”. Achei muito engraçado.
Fomos uma apresentação de teatro na praça atrás do palácio do governo do Chile(casa de La Moneda), ficamos impressionados com o povo e a educação dos policias com os seus cachorros de vigilância.
Fiquei encantado com a cidade de Santiago, muita educação da sua população e ainda a sua modernização tanto da infraestrutura, como da sua população. Será que a ditadura chilena deu resultado????
Como brasileiro, fico pensando que estamos anos de distancia atrás do Chile e que teremos de fazer uma revolução na educação do nosso povo para alcançar esse país. Que pena que vejo as ações no Brasil muito tímidas neste sentido. Outra coisa que me chamou atenção foi à falta de palavras em inglês no dia-a-dia do seu povo, a valorização da sua língua, o que não possuímos.
O metrô é muito organizado, limpo e rápido.

domingo, 7 de dezembro de 2008

Participei do Comitê Técnico Setorial Nacional do SENAI

Nesta semana que passou, participei do Comitê Técnico Setorial, promovido pelo SENAI - Nacional, na cidade do Rio de Janeiro.
No comitê colaborei na elaboração dos perfis profissionais do Técnico de Eletrotécnica e Eletricista Industrial, conjuntamente com representantes de várias empresas do Brasil.
Já tinha participado de um comitê regional, mais o nacional foi muito interessante com a riqueza de divergências e convergências sobre vários aspectos técnicos e sociológicos, envolvidos na formação e aceitação desses profissionais pelo mercado de trabalho.
O principal objetivo desse comitê é customizar uma Educação Profissional para todas as escolas do SENAI, de acordo com as necessidades e especificidades demandadas pelas empresas e industrias do Brasil. As grandes vantagens desse tipo de ação é formar profissionais atualizados com a tecnologia do momento com uma visão de futuro e ainda, oferecer uma mobilidade de emprego em qualquer região do país.
Ressalto também, a necessidade das Instituições Públicas responsáveis pela Educação Profissional em perguntar ao mercado, qual o tipo de profissional que eles estão necessitando. Pois sabemos de vários casos de profissionais formado com dinheiro público sem nenhuma perspectiva de trabalho.
Para alguns "tecnocrata da educação" pode levantar aquela velha máxima, "que a educação não deve ser atrelada ao mercado". Lembre-se não estou falando da educação formal e sim da educação profissional. E acho que esta ultima deve sim, ser consultada e ligada ao mercado.
Se temos esperança em ver um país desenvolvido, temos de incentivar e cobrar do governo investimentos e resultados na Educação Pública.